quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PG - SIM! NÓS PODEMOS






TEXTO: “Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela. O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela... Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel.” (Números 13.27-30; 14.8)

INTRODUÇÃO:
· Às vezes as circunstâncias da vida nos fazem desanimar;
· Vemos nossas metas, mas também vemos as dificuldades;
· Muitas pessoas desistem diante das dificuldades;
· Outras pessoas enfrentam suas dificuldades sem desistir;
· QUE TIPO DE PESSOA VOCÊ É? Que acredita ou que desiste?
o PONTOS POSITIVOS NA TERRA: ...Vide com um cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens numa vara.......... ....mana leite e mel;
o PONTOS NEGATIVOS NA TERRA
· O povo que habita nessa terra é poderoso
· As cidades mui fortificadas
· Filhos de Anaque descendentes de gigantes
· Os amalequitas Povo errante, que praticava assaltos e roubos
· Os heteus: dominaram a ÁSIA, MENOR de 1900 a 1200 a.C (700 anos)
· Os jebuseus: Morador de JEBUS
· Os amorreus: Povo mau e guerreiro que morava nas montanhas de Canaã
· Os cananeus: usavam de violência
· Deus NÃO disse que a terra era desabitada;
“Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.” (Ex 3.17)
· Deus NUNCA disse que viver seria fácil;
· As GRANDES BATALHAS nos transformam em GRANDES VENCEDORES;
· As pessoas querem vencer sem lutar, mas sem luta não há vitórias;
· Não existe bênção barata; colheita sem plantio; salvação sem consagração; conquista sem batalha.

TEMA: SIM! NÓS PODEMOS!

Nós podemos vencer quando
CONFIAMOS NAS PROMESSAS DE DEUS


· Deus PROMETEU que a terra seria de Israel;
“Disse o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.” (Êxodo 3.7-8)
· Deus é ONIPOTENTE e pode todas as coisas;
“Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10.27)
· Calebe sabia das dificuldades, mas optou em CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS;“Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (Números 13.30)
· Você se prende nas dificuldades?
· Você fica parado esperando as dificuldades passarem?
· Você é alguém que confia nas promessas de Deus?

Nós podemos vencer quando
ACREDITAMOS NAS POSSIBILIDADES


· Nem sempre tudo é favorável a nós;
· O povo de Israel precisava lutar pela terra;
· “Salmos 34.19 diz: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra.” João 16.33 diz: No mundo, passais por aflições.”
· Calebe olhava além das dificuldades;
· Quando acreditamos, enfrentamos todos os demônios do desânimo;
· “também vimos ali gigantes e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos”.; “Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão” (Números 13.33, 14.2)
· Nossas conquistas serão respostas às nossas batalhas;
· Se você não tem capacidade para lutar, não terá capacidade para vencer!

Nós podemos vencer quando
TRABALHAMOS OTIMISTAS


· A luta de Calebe era contra os PESSIMISTAS;
· “infamaram a terra dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores” (Nm 13.32)
· Calebe passou a vida sonhando com a TERRA PROMETIDA;
· “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela (13.30); Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel”. (14.8)
· Na vida sempre encontramos pessoas pessimistas;
· O otimista trabalha nas POSSIBILIDADES
· O pessimista se atem nas DIFICULDADES
· “Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite” (Nm 13.32, 14.1)
· Só é otimista quem tem FÉ
· “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hb 11.1)
· Confiança em Deus e em Cristo e na sua Palavra
· Confiança na obra salvadora de Cristo e aceitação dos seus benefícios
· “Tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23)

CONCLUSÃO
· Como está a sua vida?
· Você está precisando de mais fé?
· Você já foi convencido de que não pode ser?
· Quero te convencer que SIM, NÓS PODEMOS VENCER PELO PODER DE DEUS;
· Lembre-se que Cristo Morreu naquela cruz para nos fazer vencedores – ELE RESSUSCITOU;
· Deus te Chama para perto dEle para te capacitar a VENCER

domingo, 24 de fevereiro de 2008

PG - ACREDITAR SEMPRE E JAMAIS DESISTIR


Introdução:
· A vida é uma série de batalhas, Muitas delas nós vencemos, outras nem tanto;
· Algumas pessoas vêem nas batalhas AS DERROTAS; Outras vêem AS OPORTUNIDADES;
· As batalhas fazem parte da nossa vida – não vivemos sem elas;
· Há pessoas que aproveitam as oportunidades; Outras pessoas vêm as oportunidades passarem;
· A forma como você age antes, durante e depois de cada batalha determinará se você será um vencedor ou um derrotado.

Tema: Acreditar sempre e Jamais desistir

OLHAR PARA AS POSSIBILIDADES
· Judeu, copeiro de ARTAXERXES II; Neemias liderou um grupo que voltou do CATIVEIRO para Jerusalém, onde foi governador e realizou reformas. Foi um homem de habilidade, coragem e ação.
· Jerusalém estava destruída, mas a possibilidade de reconstruir era certa;
· Seus sonhos podem ser destruídos, mas se você confiar, poderá reconstruí-lo;
“O preguiçoso morre desejando muitas coisas porque se nega a trabalhar” (Pv 21.25)
· Conquistar implica em avanços e retrocessos consecutivos;
· Renascer é o processo através do qual você lamenta a sua perda e depois se levanta e começa tudo de novo;
· As pessoas realizadas são aquelas que nunca desistiram de tentar.
· Concentre-se em seu alvo e diga: Jesus guie meus passos.

RECONHECER AS DIFICULDADES
· Os moradores do Reino do Sul (Judá) foram derrotados e levados como prisioneiros para a Babilônia em 586 a.C; Viveram na Babilônia (Iraque) por 70 anos, retornando em 537 para Jerusalém;
· Jerusalém estava completamente destruída, sem muros, casas... E o povo era despreparado;
“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”(Jo 16.33)
· O que fazer quando se tem vontade de desistir?
“Os trabalhadores já não tem mais força e ainda há muito entulho”. (6;10-12)
· Judá encontrava a cada dia mais entulhos; Muitos quiseram desistir por causa dos entulhos;
· Quando tiramos os entulhos, temos livre caminho para vencer e conquistar;
· Para tirarmos os entulhos precisamos de coragem para ultrapassar alguns obstáculos:
DESÂNIMO – CRÍTICAS – INCERTEZAS – “EU”
· O Espírito de Deus em nossa vida torna-se um antídoto contra o desanimo e falta de fé.
* Como você trata o fracasso? Você diz: é impossível; não pode ser feito, fui um tolo ao tentar?!
· “Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” (Pv 16;3)

ULTRAPASSAR AS CRÍTICAS
· Todos nós ficamos entusiasmados com novos projetos;
· Sambalate disse: (4.1-2)
· O ser humano tem maior capacidade para desanimar, do que para acreditar;
· As pessoas possuem o dom de desestimular os outros;
· À sua volta você encontrará mais pessoas dispostas a criticar, reclamar e questionar; (Tg 3.6)
· Quando damos ouvido a conversa derrotista ficamos desanimados e fadigados;
· Quando investimos em nossos projetos chega o momento das perguntas: Devo continuar? Será isso mesmo? Dará Certo?
· O desânimo geralmente aparece bem no meio das tarefas mais importantes da nossa vida;
· No meio da batalha deixamos de olhar para o ALVO, e passamos a olhar para as CIRCUNSTÂNCIAS;
“Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir” (Mt 14.30)
· O desânimo é vencido pela coragem de fazer algo tendo convicção de estarmos sob a orientação de Deus e da sua palavra; e isso Neemias tinha.
· "O teste do sucesso não é o que você faz quando está por cima. Sucesso é que altura você atinge quando dá a volta por cima depois de chegar ao fundo do poço". (George S. Patton)
· Com a fé no Filho de Deus venceremos todas as nossas batalhas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

PG - NÃO PERCA A ESPERANÇA


“E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” (Salmos 39:7)

Você já esteve em meio a um momento de grande batalha onde, de repente, você tem a impressão que a sua fé parou de funcionar? Talvez você estivesse orando a Deus e crendo em sua cura, libertação financeira ou até mesmo a salvação da sua família. Espiritualmente tudo estava no lugar: você encontrou as escrituras que lhe prometiam o que você precisava, e estava atirando palavras de fé como uma metralhadora. Mas com o passar o tempo a sua “bateria espiritual” começou a enfraquecer, e o poder que você tinha no começo da situação agora parecia mais fraco. Por isso você começou a suspeitar que nada iria acontecer.

Em desespero você tentou acabar com aquelas dúvidas dizendo tais palavras mais alto e mais longamente. Você tentou forçar a sua fé para funcionar e não conseguiu. Você continuou enfermo, sem dinheiro e sem seus parentes salvos, e ainda se perguntando: “O que aconteceu de errado?” No final você apenas pensou que era um fracasso de fé. Mas o que eu estou para lhe dizer poderá mudar a sua vida, porque mudou a minha.

O que você experimentou não foi o fracasso da fé, mas a queda da sua esperança. Muitos crentes não prestam muita atenção na esperança. Eles não pensam que ela seja importante tanto quanto a fé. Mas a verdade é que a fé não funciona sem a esperança. Isso porque a “Fé é a certeza daquilo que se espera (...)” (Hebreus 11.1). Algumas vezes digo que a esperança vem antes da fé; quando a esperança é perdida a fé fica sem alvo, fica sem missão a cumprir, atira para todos os lados.

Muitas vezes confundimos esperança com desespero. Lembro-me que muitas vezes já entrei no quarto para orar em desespero e não parava de falar a palavra e confessar as promessas de Deus para mim; porém, o meu coração continuava inquieto. Um dia Deus me disse que ficasse calado e apenas contemplasse o que Ele pode fazer. Outras vezes confundimos esperança com desejo. As pessoas no mundo dizem: “Bem que eu gostaria de receber um aumento”, sendo que na verdade o que eles estão dizendo é: “Bem que eu gostaria, mas sei que não vai acontecer”. O tipo de esperança de que a palavra de Deus nos fala não é como a do mundo, baseada em desejos ou necessidade. Ela é baseada em nossa aliança com Deus no batismo, e na unção que Ele já providenciou nessa aliança. De fato, Efésios 2.12 diz: “(...) estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo”.

A esperança da palavra é aquela que você mantém diante dos seus olhos e também no mais íntimo do seu coração, e a partir daí você começa a montar a imagem em seu coração. A esperança começa quando você começa a se ver com o que Deus prometeu a você. Quando você tem esperança, você então tem uma expectativa sobrenatural em relação àquilo que Deus prometeu a você. O apóstolo Paulo fala sobre essa expectativa sobrenatural em Filipenses 1.19-20: “Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa (...)”.

Não perca a sua esperança; antes, pelo contrário, alimente-a pela palavra e troque o desespero pela expectativa. Creia na palavra de Deus e cresça na fé freqüentando os cultos e cumprindo fielmente sua aliança com Deus. Se você ainda não declarou pelo batismo sua aliança com Deus, decida-se já, pois enquanto você fica pensando, ricas bênçãos você tem deixado de ganhar.

Decida-se hoje mesmo a ser fiel ao Senhor Jesus.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

PG - NÃO DESANIME



(Neemias 4. 1-14)

A reconstrução do muro pode significar o reordenamento de nossa vida, e de nosso ânimo. O desânimo é vencido pela coragem de fazer algo tendo convicção de estarmos sob a orientação de Deus e da sua palavra e isso Neemias tinha.



O DESANIMO PODE SER CONTAGIOSO
Mas é curável. v. 4, Neemias dá inicio a reconstrução dos muros de Jerusalém, e os judeus começaram a trabalhar com muito fervor e zelo, empolgados com os projetos.

No entusiasmo inicial da reconstrução, todos faziam exatamente o que Neemias ordenara. Quando uma atividade é nova e excitante, as pessoas seguem seu líder sem qualquer objeção, porém, quando o entusiasmo arrefece, começa o problema. As pessoas passam a questionar e a reclamar.

“O que fazer quando se tem vontade de desistir? Até a metade de sua altura o povo estava animado”. 6.10-12. O povo que morava em Judá começou a dizer: “Os trabalhadores já não tem mais força e ainda há muito entulho”. Quando damos ouvida a conversa derrotista ficamos desanimados e fadigados. Se você não tem mais força, se sente fisicamente exausto, emocionalmente esgotado e a alma angustiada você esta precisando de descanso, de relaxamento e de renovação interior. Deus quer um momento com você, pois, você já chegou a metade da altura, a metade do seu projeto. No inicio muito trabalho e dedicação; Então surge a duvida: “devo continuar?” Você começou a pensar: “talvez seja à vontade de Deus!” Mas saiba que o desanimo geralmente aparece bem no meio da tarefa.

Claro, ainda há muito entulho em seu caminho, mas não perca o alvo de vista, por causa da sujeira. “Sempre que você estiver realizando um projeto, algum lixo vai acumular”. As quinquilharias é tudo aquilo que o impede de tornar-se a seguir os caminhos de Jesus Cristo.

Como você trata o fracasso? Você diz: “É impossível”. “Não pode ser feito”. “Fui um tolo ao tentar”. O muro representa segurança, certeza da proteção, o Espírito de Deus em nossa vida torna-se um antídoto contra o desanimo e falta de fé. Então reorganize - se, (v 13) “começando dos pontos mais baixos do muro”; Nada é motivo para que você desista de seus objetivos, desenvolva um novo método de agir. Você pode estar fazendo a coisa certa de modo errado. Ore a Deus de outro modo. Concentre-se novamente em seu alvo e diga, Jesus guie meus passos.

Conclusão
1. Salomão diz:”è melhor ter companhia do que estar sozinho... se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! (Eclesiastes 4. 10)
2. Lembrar-se do Senhor (v. 14) significa dedicar-se, aproximar-se do seu poder espiritual, por isso Jesus disse: “Tudo é possível ao que crê”. (Marcos 9. 23)
3. “A diferença entre vencedores e perdedores está em que os vencedores sempre vêem a derrota como uma ponte para a experiência”.


O trabalho em equipe

Conta-se que numa marcenaria houve uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertas as suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes o notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho, além do mais, passava o tempo todo golpeando. O martelo reconheceu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que este dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atrito. A lixa acatou, com a condição de que expulsassem o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a marcenaria ficou só a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: “senhores, ficou demonstrado que todos temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas dificuldades, com os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos nos nossos pontos fracos, mas concentremo-nos em nossos pontos fortes. A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

PG - ONDE ESTÁ O FUTURO


“Edificai vós cidades para as vossas crianças” (Nm 32.24).
O Brasil é um país muito rico em matas, minerais, cultura, território e em igrejas. Certamente podemos viver alheios às catástrofes financeiras de outros países. Deus não é brasileiro, mas podemos perceber sua mão abençoadora sobre esse país, que até poderíamos compara-lo a um paraíso terrestre. Temos tudo de bom para a sobrevivência e desenvolvimento humano. Temos também a falta de tudo que é ruim em muitos outros países: furacões, vulcões, tornados, terremotos, maremotos, secas, nevascas, etc. Temos um país onde tudo que se planta dá, onde podemos produzir frutas de regiões tropicais, e no mesmo país, produzir frutas de regiões gélidas.
Temos a maior mata tropical do mundo, o pulmão do planeta azul. Temos também a maior quantidade de rios e águas doces, espécies de animais, plantas medicinais e uma terra abençoada por Deus em que, mesmo Portugal se enriquecendo com os Brasilis Minerais, ainda nos restou uma riqueza capaz de fazer de nossa terra um oásis no planeta terra.
A despeito de tanta riqueza brasileira, percebemos que sua população cada vez mais está vivendo como se morasse no deserto. Essa semana tivemos uma chuva de pedras grandes em nossa cidade. Meu teto parecia que ia desabar. Quando a tempestade passou, fui até meu jardim e, enquanto caminhava entre aquele camada branca de gelo, pensava como havia passado por essa tempestade aquelas pessoas que viviam em lonas, nas ruas, nas sarjetas. No dia seguinte, fui ao Projeto Coletores de Papel que desenvolvemos em nossa cidade, e conversava com alguns dos coletores sobre o temporal, e a grande maioria estava sem teto, destruído pelas pedras, e o pouco que possuíam, perderam.
A riqueza brasileira poderia muito bem mudar a realidade da maioria da população brasileira. Quando olhamos para essas riquezas, vemos que elas poderiam ser mais bem utilizadas para o desenvolvimento humano do ser humano que Deus colocou nesse belo e rico país. Todavia, a riqueza que mais poderia fazer algo pelas pessoas desse país, são as igrejas nele implantadas. São diversas, de diferentes doutrinas e linhas teológicas, de templos suntuosos, e taperas de adoração, ricas e pobres; mas um Deus existe apenas, e se todas são adoradoras do mesmo Deus Criador, elas tem o maior sustentador que a humanidade pode ter. aquele que provê todas as necessidades humanas, o grande Yhaweh.
O governo brasileiro detém uma grande riqueza nas suas mãos. Todavia vivem e governam como medíocres e derrotados, dependentes de um país que insiste em manter, quem eles querem, na miséria, dependentes deles. Da mesma forma, a igreja brasileira detém uma grande riqueza nas mãos, e tem ao seu lado o mais poderoso Ser, o Grande Eu Sou (hyh), aquele que está atento às suas orações. Todavia, vemos uma igreja que vive como derrotada, que desconhece seus valores espirituais, e que, como conseqüência, descuida daqueles que estão à sua volta. Essa prática implica em condenação e desgraça eterna àqueles que abandonam o pobre em detrimento de seu bem estar. Em Mt 25.41-45 Jesus diz: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.”
Diante disso, volto ao texto inicial e pergunto: Que cidade estamos edificando para nossas crianças?, que futuro estamos edificando para as crianças brasileiras. A conduta humanitária brasileira está criando expectativas futuras para elas?, o investimento nos estudos de agora darão base para um futuro melhor? Se o país é tão rico, onde está a aplicação dela?
Os governos têm sido corruptos, e em nada se preocupado em construir uma cidade para nossas crianças; o povo brasileiro tem se acovardado diante das injustiças sociais praticadas em nosso Brasil; e a igreja, essa tem se silenciado, se preocupando com uma salvação eterna, se esquivado e se esquecendo de que a salvação é, antes de ser eterna, presente, aqui e agora, àqueles “mais pequeninos” que Jesus deixou em seu contexto urbano próximo e distante.
Vamos desistir ou vamos insistir? Depende de você e eu, individualmente ou coletivamente começarmos uma luta para a salvação presente daqueles que, quem sabe no meio deles encontraremos o Rei dos reis, excluído, miserável, pobre e simples pequenino.


Rev. Pevidor

O TERRORISMO E A IGREJA


Estamos caminhando para o fim da carreira humana na terra. As profecias estão se cumprindo a cada dia que se passa. A terra, bela, formosa e produtiva está minguando sob a opressão do descuidado humano sobre ela. Não bastasse isso, o descuidado humano também chegou a nível animalesco, em que ultimamente só se pensa em si, mesmo que em detrimento dessa atitude esteja a opressão, o descuidado, o esquecimento e a falta de comiseração pelo próximo ser humano que vagueia ao nosso lado.
Ultimamente estamos acompanhando a ânsia do desejo de matar e oprimir do então presidente dos USA, Bush. Não quero dizer que Sadan seja santo, mas quando olhamos para os países que vivem na miséria, com sua população não tendo o que comer, vestir, estudos e saúde, e vemos Bush incitando uma guerra covarde que jamais atingirá Sadan, mas que certamente matará centenas e milhares de pessoas inocentes, famintas e desoladas por causa do sistema financeiro opressor, escravizador e que somente tem o objetivo principal colonizar os países que tem riquezas, mas que são mantidos na pobreza para o sustento e enriquecimento dos de primeiro mundo, precisamos questionar.
Tenho percebido que a falta de compaixão dos líderes mundiais tem causado uma inversão de valores. Os valores da vida humana só são respeitados quando eles servem de cabide para promoção pessoal, ou de escada para subir a fama e autoridade mundial. Uma prova disso é o caso do Afeganistão, que tem um governo aliado ao terrorismo, que tem o maior terrorista, mas que também tem uma população que jamais viu seus governantes, muito menos Bin Laden. Não é diferente no Iraque, o povo, induzido a endeusar seu governante, pagará o preço da promoção de Bush e da ignorância de Sadan, com suas pobres vidas.
Quando ouvimos falar de terrorismo na tv, ficamos perplexos com os atentados de 11 de setembro. Realmente foi horrível e inexplicável aquele ato. Mas, quando falo de terrorismo me faço uma pergunta: por que não temos a mesma perplexidade diante dos atos terroristas dos grandes países? Ficamos a endeusar os países, ditos de primeiro mundo, e fechamos nossos olhos aos atos terroristas que eles comentem. O pior ato terrorista é aquele que ataca uma população inocente. Nesse caso lembramos de países na África, na Ásia, na Europa Central e até mesmo na América Latina em que sua população não se desenvolve, e em muitos casos é uma população miserável e faminta por causa do terrorismo; um terrorismo que mata aos poucos, que seca, que segrega. Hitler morreu há anos, mas seu ideal, um pouco melhorado predomina no cenário mundial. Na segunda guerra mundial houve muita criação de guetos nos acampamentos de guerra. Hoje em dia a prática é a mesma, a única diferença é que no lugar de um líder, encontramos vários, no lugar de um gueto em acampamento, temos nosso país feito de guetos, e obrigados à miséria, à fome, à falta de desenvolvimento, e quando vemos os superiores, somos obrigados a estendermos a mão, num gesto de lealdade, de honra, de submissão e satisfação pela fome, pela dor e por nos manter no “terceiro mundo”.
Assim, poderíamos pensar em como seria a idéia de terrorismo na ótica de uma criança faminta do Sudão! Você conseguiria explicar a milhares de seres humanos famintos o porque da ONU gastar milhões para lhes enviar uma ração, mas não gastar um centavo para ajudar o desenvolvimento de seu país? ou, o porque mesmo a nações que se uniram mesmo sendo tão ricas, a ponto de alimentar outros países miseráveis, são agiotas imperdoáveis, oferecendo dinheiro em troca da liberdade? ou o porque gastam dinheiro para matar uma população inteira, tentando matar um só homem, e não tem o mesmo gasto no desenvolvimento de países pobres? o porque de Bush não ter a mesma ânsia em perdoar a dívida externa de países miseráveis, como a que tem para destruir pessoas e países pobres?
Estamos prestes à colonização do terceiro milênio, à besta que emerge do mar. A Igreja deve ter uma resposta, e tem uma resposta Bíblica. Essa resposta precisa sair do campo da inércia e da teoria, da covardia e da expectação, para uma ação e motivação de uma realidade humana digna como merece a coroa da criação de Deus. Enquanto a igreja ficar calada e amedrontada com o poder das trevas que mantém grande parte da humanidade sob os auspicio do terrorismo da segregação e da fome, seremos como os fariseus e saduceus eram na ótica de Jesus, o maior exemplo na luta pela igualdade e pela justiça humana: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! ” Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!”(Mt 23.23,27).

Alexandre Pevidor Pevidor

PG - O RETRATO DA NOVA JERUSALÉM


Como podemos transformar nossa cristandade num contexto de ecosociocidade? Certamente os desafios são enormes, grandes mesmo. Contudo, não os vejo maiores do que os problemas que nossa cidade, e as pessoas que nela estão enfrentam. Também não vejo os desafios maiores do que nossas possibilidades e, se Deus no-las deu, certamente Ele é maior do que esses desafios que enfrentamos, pois Ele nunca nos daria um problema que ultrapassasse a capacidade que Ele mesmo nos providenciaria.
O maior desafio que as igrejas enfrentam hoje é a atitude de mudar seus conceitos engessados, anoso e obsoleto. Isto embaraça seu envolvimento real, significativo e participativo na cidade, e lhe impede de avistar nas Escrituras a importância, para Deus, da cidade e das pessoas que nela está, bem como seu próprio objetivo e sua razão de existir como igreja dentro de uma cidade. As igrejas engessadas sofrem e fazem a cidade sofrer, pois “a burocracia diocesana corre o risco de não Ter eficácia nenhuma fora dos muros da cúria diocesana ou do centro pastoral. Produz muito papel, mas poucos resultados possíveis” (José Comblin).
Quando olhamos para a realidade de uma nova era na história da humanidade vemos que “uma proposta de missão urbana na virada do milênio encontrará seu impacto evangelizador, à medida que buscar na palavra do Senhor a espiritualidade capaz de permitir um surgimento de comunidades que saibam conjugar esses dois eixos: evangelização e serviço”(Hoffmann). Hoje falta tanto à sociedade quanto à igreja conhecer o “trinômio republicano: Liberté, Égalité, Fraternité.”(Clóvis P. Castro)
Desde a idade média, o mundo passou a ser visto como o mal entre a humanidade, e se criou, pela igreja cristã, os guetos espirituais, onde o ‘mundo’ não se misturava com a igreja, e ela, por ser mais santa, se isolava do mundo. Surgiram então os mosteiros, conventos e retiros espirituais. Daí em diante a igreja se absteve de cumprir seu fundamental papel no mundo: salgar e iluminar; e ela passou então a exercer um papel que Deus não lhe conferiu, o papel de julgar.
A igreja do terceiro milênio precisa urgentemente ignorar seu passado de exclusão, pois “o Espírito Santo nos ajuda a vivermos uma espiritualidade concreta, encarnada, situada, contextualizada, isto é, integrada à vida da cidade, seja ela qual for”(Castro). Nossa cidade não precisa mais de ‘pregadores’ de Jesus Cristo. Ela conhece a pessoa de Jesus e toda Sua história. Nossa cidade precisa hoje é de ver a pessoa de Jesus encarnada na vida dos cristãos. Todavia, ela só verá isso quando a igreja sair dos seus conceitos, e passar viver nos preconceitos da cidade.
Os desafios para uma pastoral urbana em nossa cidade e no planeta serão muitos simples de realizar, mas só conseguiremos isso quando a igreja olhar para a cidade com os olhos de Deus, agir na nela com mãos como as de Cristo, e a influenciar com as ações como as do Espírito Santo. Assim, seremos neste mundo, o que desejamos ser na cidade chamada Nova Jerusalém.
Esse mundo espera nossa diferença. Eles pouco se preocupam com a Jerusalém do futuro, pois pouco têm expectativa da própria vida no presente. Seja uma igreja atuante. Sinta a fome dessas pessoas, sinta sua pobreza, sinta sua dor, sinta-se dentro de seus guetos. Agindo assim, você será uma igreja que age, que une a
or + ação = oração. Só falta sua ação!
Rev Pevidor


PG - O QUE EU TENHO COM MEU PRÓXIMO


Amados irmãos e irmãs, iniciamos um novo ano cheio de esperanças novas, e com nossos braços fortalecidos para a grande seara. O mundo necessita de novas mudanças para a paz mundial e para uma qualidade de vida humana digna de uma criatura do Grande Criador.
Infelizmente o novo ano não trouxe novas expectativas para muitas crianças, homens e mulheres inocentes e indefesas, em países que vivem no limiar da guerra. De um lado vemos a saga de Bush em destruir um homem, e se possível, toda uma nação, em prol de um desejo humano e egoísta. Enquanto isso, milhares de pessoas estão se mobilizando pelo mundo fora, dizendo NÃO à guerra. Até esmo igreja católica, que há alguns anos pediu perdão por acobertar genocídios da segunda guerra mundial, já se pronunciou contra.
A igreja cristã protestante tem um fundamental papel nesse combate à guerra. Aqui no Brasil, somos quase trinta milhões, mas a guerra parece não afetar nossos sentimentos, parece não alertar nossa consciência religiosa e eclesiástica, e uma nebulosidade nos impede de redescobrirmos nosso papel como igreja de Jesus Cristo, no mundo que se morde de se devora mutuamente.
Às vezes procuro uma audiência com o Mestre, tentando encontrar uma causa para tanta inércia de seus seguidores protestantes, por nem mesmo nos pronunciarmos contra as ações do fim dos tempos, mesmo que elas sejam profecias irrevogáveis da boca de Deus. Paulo, em Romanos 12.2 diz: “não vos conformeis com este século”. Essa falta de conformidade com nosso atual século é uma ordem de Deus para seu povo, na qual devemos nos manifestar seja em palavras, em ações, em manifestações e com todos os recursos disponíveis a nós, contra todas as atrocidades provenientes dos cumprimentos dos últimos dias nessa terra, em nosso mundo, às margens da nossa igreja. Todavia, ao contrário disso, estamos nos “adaptando” aos terríveis acontecimentos de nosso século, e quase sempre, mesmo sendo sacerdotes ou escribas, passando ao largo, contrariando o que nosso ideal de fé nos ensina, até mesmo pela própria natureza de misericórdia e compaixão.
Até parece que não é conosco, e que não é nossa responsabilidade. Mas somente sentiremos a fome de alguém faminto, somente sentiremos seu frio e sua dor quando ele se tornar nosso próximo.
A igreja cristã protestante precisa se mobilizar em prol de uma pastoral urbana eficaz e atuante, seja qual for à área de necessidade eu estiver à sua volta. Ela precisa desenvolver mecanismos de promoção do ser humano, precisa ser próxima de seu contexto social, e permitir que o mundo seja seu próximo. Precisamos levar nossos púlpitos para fora de nossos templos, tendo um ministração atuante àqueles que estão nas trevas da fome, da segregação e das injustiças do século atual.

Rev Pevidor

PG - O POBRE E O REI


Quem é pobre por opção? Ainda não conheci nenhum. Todavia conheço centenas de pobres às margens de uma sociedade tão rica. Eles são famintos, desnudos, sem teto, sem terras, sem comida, sem dignidade, sem direitos. Várias são as entidades envolvidas no cuidado do pobre. Movimentos diversos que dizem lutar pelos direitos dos pobres, mas não passam de urubus da miséria do próximo. Quem é o próximo? Ele existe? Há! Sim! Ele existe para sustentar as campanhas políticas, os salários dos governantes e o sucesso de projetos humanitários que tem como único objetivo a promoção de seus inventores, ou seja, uma finalidade política. Aqui os encontramos, os pobres!
A Igreja Cristã Católica e Protestante faz parte desse meio. Ricas e pomposas, com canais abertos e fechados de tv, com templos suntuosos, com imagens riquíssimas, com altares de ouro fino e com um orgulho acima de toda riqueza dessa rica terra de um pobre povo. No seu contexto não há pobre. Pobre Jesus! Missionário do Reino de Deus com ricas igrejas, mas pobres espíritos. Onde sentaria Jesus nos orgulhosos templos do terceiro milênio? Quem disse que Ele sentaria ali? Sei não! Ali não assenta pobre, apenas Pobre de... Depende, se Ele se apresentar, e apresentar-se como Rei, tudo bem, mas como o, e um pobre a mais nessa sociedade excluída, dificilmente!
O Rei veio para os pobres, e como em Daniel 4.27 diz: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniqüidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranqüilidade”;
Use de misericórdia para com os pobres que o SENHOR colocou em suas mãos, talvez, entre eles, você encontre um Rei.
Rev. Pevidor


PG - O EVANGELHO DOS POBRES


Há muito tempo atrás o Messias veio ao mundo salvar pecadores. Os judeus não esperavam um Rei tão pobre e simples, mas foi assim que Ele veio. Semelhantemente a Ele, a Sua Igreja Primitiva também começou seu ministério com os pobres, é claro que no meio deles havia algum rico também. Todavia o ponto principal é: o que nós, Igreja de Cristo no séc XXI podemos fazer pelos pobres, qual Evangelho devemos pregar a eles.
A Igreja deve anunciar a salvação indistintamente a todos. Todavia, as necessidades daqueles que recebem esse Evangelho do Reino de Deus no mundo, são variadas, e nem todos necessitam do mesmo alimento. Há aqueles que, após se alimentarem com o Evangelho, necessitam apenas de um tapinha nas costas e um sorriso acompanhado com um “Ide em Paz”! há outros que o alimento espiritual do Evangelho não tira o ronco e a dor do estômago vazio, não aquece a pele do frio, e, por mais que dê uma esperança futura de salvação, não contribui para uma salvação presente, já, ainda no mundo.
Essa semana fiquei chocado com um relato de uma criança do faminto nordeste brasileiro que, ao colo da mãe, já em estado de inanição e sem forças, se virou para sua mãe e perguntou-lhe: “mãe, no céu tem pão?”, e morreu. Essa criança morreu por falta de amor, de paixão, de misericórdia, de uma política justa, de uma sociedade humana, de um Evangelho prático, de uma igreja atuante e de uma preocupação social. Ela morreu por falta de comida, por fome. No seu último suspiro, ela só tinha uma preocupação: será que no céu que a Bíblia e o cristianismo falam, há pão para matar a fome?, será que no céu, o pão é real, ou apenas palavras frias e sem sustento, como as palavras dos representantes do céu aqui na terra? Será que no céu o Evangelho é para os pobres?
Quando alguém morre de fome, de frio, por falta de tratamento de saúde, etc, ela é assassinada. É um crime doloso. Mas, o crime só é um crime quando o criminoso é um pobre! Matar alguém de fome é o crime mais horrendo, infame, desgraçado e demoníaco que podemos cometer. Sei que você poderá dizer que jamais mataria alguém. Todavia eu te pergunto: o que você tem feito para dar vida a essas pessoas? o que sua comunidade cristã tem feito, além de palavras, para dar vida, e não sentença de morte aos miseráveis que nossa sociedade produz?
O Evangelho dos pobres nos dá poderes e autoridade para desenvolvermos missões que vão além das paredes de um congresso, uma missão que penetra nas entranhas de uma pessoa carente, nas suas células e produz vida saudável e vida em abundância presente e futura. Todavia, antes de tratarmos dessas pessoas, precisamos tratar de nós mesmos, dos nossos conceitos de cristianismo, do nosso entendimento de Evangelho,e , principalmente, da nossa compreensão de missões.
Há algumas ações, dentro do cristianismo mundial, que, mesmo que fragmentadas aqui ou acolá, realizam uma missão urbana eficaz no combate a pobreza e ao desenvolvimento humano. Dentre alguns casos cito o do cristão S.K. Baliyarsingh, chefe da AKSS, que desenvolve projetos de alimentação de desenvolvimento humano às crianças da Índia. Em outra parte da Índia podemos citar o trabalho do Sr Thomas Paul Jr , que trabalha no desenvolvimento humano na região de Kottayan. Recentemente recebi um contato do Sr Sohail, que trabalha para o desenvolvimento humano das pessoas na comunidade de Youhanna Abad Colony, no Paquistão. Em um trecho da carta que me enviou ele diz: “meu povo está vivendo abaixo da linha de pobreza, mas estamos dando o melhor para erradicarmos a pobreza”, e em outro trecho: “a grande maioria das nossas crianças não vão à escola por causa da pobreza, o povo não tem água limpa pra beber”.
O Evangelho da salvação nos ensina a desenvolvermos uma missão que produza vida, vida aqui na terra, e vida eterna em Cristo Jesus. Você possui todas as armas necessárias para realizar essa missão: dois braços, duas mãos, e um Manual. Talvez esteja te faltando, enquanto discípulo do pobre Jesus de Nazaré, apenas sair de sua inércia, e começar a produzir vida nas pessoas que estão sedentas e famintas à sua volta, e às voltas da sua igreja. Lembre-se que o pastoreio de Jesus não foi somente aos judeus, mas aos doentes às voltas das sinagogas.
Assim, te desafio, enquanto pastor ou sacerdote de uma comunidade cristã, protestante ou não, enquanto cidadão urbano, enquanto ser humano, a fazer algo, a partir de agora, pelo desenvolvimento humano daqueles que estão às margens da sociedade em que você vive. Faça alguma coisa, mesmo que pequena, mas faça! Mobilize sua igreja, sua comunidade, sua sociedade a lutar para o desenvolvimento humano daqueles “pequeninos” que estão à sua volta. Se você começar a fazer algo, muitas pessoas também farão, e, certamente você terá o maior aliado ao seu lado, o pobre, mas rico Jesus Cristo de Nazaré.
Rev. Pevidor

PG - O DEUS DO RICO E O DEUS DO POBRE


O século que estamos vivendo está desvendando cada vez mais a realidade do desenvolvimento humano no planeta. A evolução em diversos setores mundiais é óbvia e inquestionável. Também o desenvolvimento da riqueza, algo inimaginável. Muitos países não sabem o que fazer com tanto dinheiro que lhes sobra. Sobra, que em alguns casos, acaba se tornando um problema. Parece-me deluso, talvez, alguns poderiam me acusar de demandista, entretanto, no século da evolução e de todo desenvolvimento que acompanhamos, chegou-se a ponto de um homem gastar milhões de dólares para ter o prazer de subir à órbita da terra; outro gastou centenas de milhares para construir uma casa de quase oito mil metros quadrados, em mármore importado, no deserto, somente para receber seus visitantes; outros gastam o equivalente a duzentos dólares mensais com veterinários para cuidados com cães e gatos; e, para não ser prolixo, assisti ultimamente na tv a história de um homem que compra cinqüenta quilos de carne diariamente para sustentar uma onça que tem em casa. Essas histórias de gastos fabulosos acompanhamos diariamente, e até aprovamos com nosso silêncio.
O silêncio também faz parte daqueles que vivem nas margens das nossas cidades. Olhando bem à minha frente, tenho uma grande foto (do famoso fotógrafo Carter) que mandei ampliar, onde em primeiro plano, me apresenta duas crianças esqueléticas e famintas de um campo de refugiados do Sudão. Elas estão, juntamente com outras ao fundo, aguardando uma ração que vem dos países ricos, de onde as pessoas tem tanto dinheiro sobrando, que gastam como citei acima. Uma dessas crianças tem seus olhos embaçados e avermelhados, olhando ao horizonte. Vejo em seu olhar a desesperança, a miséria, um futuro curto; vejo nessa criança a dor, tristeza; vejo seus ossos e até posso contá-los, vejo sua agonia, vejo nela a morte da fome.
Creio que se essas crianças tivessem um gato, elas o comeriam, se tivessem um cão, ele teria o mesmo destino. Mas elas não querem gatos, não querem cães, muito menos mansões ou mesmo conhecerem a terra por cima, pois o que dela conhecem, daqui de baixo, de uma terra rica por dentro e bela por fora, é a fome. Essas crianças querem comida! Querem comer algo, e enquanto muitos dão de comer a seus gatos, essas crianças até desejariam gatos para comerem! Isso, isso é a fome!
Em um capítulo do livro “A Missão da Igreja”, no cap. “Um Jumentinho na Avenida”, de Marcos Adoniram Monteiro, na pg 171, ele relata o diálogo de um fiel ao seu pastor: “Um açougueiro foi entregar um quilo de carne, na casa de um deputado, e encontrou uma mesa no café da manhã com tudo o que o senhor podia imaginar. Então o açougueiro disse: mesa farta doutor! E o deputado respondeu: graças a Deus! e o outro respondeu: é, doutor, o Deus do rico não é o mesmo Deus do pobre. Na minha casa, quando tem pão, falta manteiga; quando tem manteiga, falta pão. Por isso, doutor, o Deus do rico não pode ser o Deus do pobre.”
Há vários países ricos e um número maior ainda de países miseráveis. Há famílias ricas, e um número a perder de vista de outras, ao seu lado, famintas; e há muita, mas muita riqueza mundial. Todavia, ela está nas mãos de um grupo muito pequeno de pessoas. Esses abastados países, e as riquezas pessoais, vivem sob o enigmático poder da riqueza. “Esse poder foi dado por Deus!”; é o que a grande maioria deles, quase sempre cristãos, até mesmo protestantes, dizem. Não duvido, posso até concordar. Mas quanto ao uso, ou para melhor dizer, ao abuso do seu poder e de sua riqueza, isso não, não foi dado por Deus, mas permitido que “andem na teimosia de seus corações, seguindo seus próprios conselhos”(Sl 81.12). A riqueza é uma bênção para um país, para uma família, para uma igreja. Todavia, a mesma riqueza pode se tornar uma maldição tão grande ao ponto de matar outros de fome, enquanto se alimenta seus desejos humanos irracionais.
O Deus dos ricos é o mesmo Deus dos pobres. É assim que a Bíblia O apresenta. A riqueza foi dada a uns para que a seu uso, coubesse a tarefa de equilibrar, num mesmo nível, aqueles que estão abaixo. Ser rico é ter uma tarefa, a tarefa de desfazer a pobreza, de matar a fome. O Deus da riqueza ama os pobres, é o Deus dos pobres. Infelizmente não vivemos esse cristianismo mundialmente. Muitos não vivem esse cristianismo à sua volta.
Podemos fazer muitas obras, muitos gestos ou ações de combate à pobreza a nossa volta. Mas enquanto o silêncio predominar, o conformismo continuará a matar de fome inocentes crianças, e a manter simples pessoas humanas distante da realidade de vida que Cristo veio trazer. Seremos sempre cobeligerantes nas estatísticas de fome e miséria, quando encolhermos nossas mãos de lutar por uma vida mais humana àqueles que não a têm. Nosso silêncio e nossa inércia contaminará, a cada dia, centenas de milhares de pessoas com a doença da fome. E, quando olharmos, bem ao fundo, nos olhos embaçados e avermelhados de alguma criança faminta, veremos ali nossos nomes, e uma insígnia: “o Deus do rico não é o mesmo Deus do pobre!”.
Rev Pevidor

PG - GUETOS E CHIQUES


A violência gera violência! Todos sabemos disso. Todavia a violência que presenciamos hoje em dia nos tele jornais não é resultado apenas de uma violência primária. Nem todos que são criados em ambientes violentos, sofrendo violência, sendo o ‘produto’ de um meio violento são criminosos ou violentos. Se fosse assim, filho de peixe, seria outro peixe.
A teoria para essa causa é conhecida por todos, mas também ignorada por todos. A riqueza nacional é tão vasta quanto a ganância daqueles que detém o poder; e em meio a um país tão rico,vemos o contraste de uma população miserável. Entre ela, vemos o favelado que, nas entrelinhas dos dicionários é sinônimo de bandido, marginal, desalmado... Mas, eles são criminosos ou vítimas? Onde está o maior criminoso, na favela? Talvez encontramos um maior número deles (as) nos condomínios fechados!
Foi assim nos tempos de Jesus. Muitos viviam dentro dos muros da cidade, outros viviam fora dos muros da cidade. Mas eles queriam assim? Não, eram obrigados aos guetos, enquanto os chiques, viviam na segurança dos muros da cidade. O deserto não era lugar para qualquer um, por isso não só os que eram obrigados a viverem lá eram ignorados, como os que, por opção, amor e abnegação para lá iam, também sofriam a segregação como o foi João Batista, a “Voz que clama no deserto”.
Mas, o que é um crime? O que gera um crime? Creio que se seu filho convivesse em escola pública, vendo outras crianças em escolas particulares; comendo pão dormido, enquanto outros se alimentam de finos manjares; sentido o frio da manhã, enquanto outros se aquecem com jaquetas de couro; andando quilômetros a pé, e vendo carros importados com cães nas janelas; imaginando ser um catador de papel, enquanto outros caminham para a mestria; subindo os morros, e outros elevadores; conhecendo armas, e outros internet; vendo a vergonha da mãe nos corredores de hospitais, enquanto outros são chamados pelo nome por ‘seus’médicos; vendo o pai humilhado por traficantes, enquanto outros pais são condecorados em festas finas, etc, etc, etc, ele seria um criminoso.
A violência não gera criminosos. A segregação, má distribuição de renda, desigualdade e falta de oportunidades de uns em face das bem aventuranças de outros tão pertos, isso sim, gera violência e criminosos. Por isso digo que os criminosos não são os que a sociedade chama de bandidos, eles na verdade são vítimas da sociedade composta de pessoas tão iguais, mas tão diferentes.
Somente se torna difícil acabar com a criminalidade, porque para isso precisaríamos mexer nos níveis. Descer os que estão no nível muito alto, para que, com essa parte, elevasse os que estão no nível tão baixo. Assim todos seriam iguais. Parece utopia, mas é mais fácil chamá-los de criminosos, mantendo-os nos guetos que nós mesmos criamos; mais fácil gastar dezenas de milhares em dinheiro para blindar nossos carros, do que formar uma daquelas crianças; é mais fácil e até necessário que assim seja, pois, muitos estão no nível tão superior na vida porque precisaram das costas dos que estão abaixo, e, para se manterem lá, precisam de mais costas ainda.
Somos criminosos quando vemos tudo isso e não fazemos nada para mudar. Somos criminosos quando silenciamos nossa voz, e ensurdecemos nossos ouvidos ao clamor que vem dos guetos, mas ouvimos a alegria quem vem dos chiques.

Rev. Pevidor

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

PG - EVANGELHO - PODER PARA IGUALDADE


Se há um costume cultural imposto à maioria da população que o Evangelho é radicalmente contra, e condena absolutamente, esse costume cultural é a segregação social. Isso já está tão enraizado em diversas, para não dizer todas culturas, que os segregados já, culturalmente, se acostumaram à exclusão, e a não fazer parte atuante da sociedade, pois cresceram vendo, culturalmente, a realidade de que eles são diferentes, inferiores, incapazes, indignos de pertencer, que seja por alguns momentos, a uma ‘estirpe’ de outra classe social.
Há alguns meses, minha esposa foi com nosso carro buscar, como fazemos de costume todos os domingos, uma família, onde o chefe do lar é um coletor de papel que mora em um dos ‘guetos’ afastados de nossa cidade. Ao entrar no carro ele recomendou aos seus filhos: “cuidado, não mexam em nada, pois nós somos diferentes deles”. Em outra oportunidade, quando visitava as crianças daquele ‘gueto’, acompanhando-as no Projeto Amar, que desenvolvemos para nutrição de crianças pobres e desnutridas, peguei uma delas no colo, brinquei um pouco com ela, quando percebi que a mães estavam olhando umas para as outras e rindo. Mais tarde perguntei àquele irmão qual era o motivo daquela reação, e ele me respondeu: “não é de costume alguém da alta pegar nossas crianças assim, no colo, como o senhor fez”.
Ora, o maior pecado que satanás e a natureza humana corrompida conseguiu colocar nesse belo mundo criado por Deus foi a segregação social. Distanciar-se dos pobres é distanciar-se de Jesus e do propósito de Deus, e Jesus mostrou que os pobres têm um lugar especial no plano de Deus, pois Ele nasceu em família pobre(Lc 2.7), viveu entre eles(Mt 11.5, 19.21, 26.9, Mc 10.1, Lc 4.18, 6.20, 7.22, 14.13, 18.22, Jo 12.6), os chamou de pequeninos(Mt 25.31-46) e morreu entre eles(Mt 27.38). É nesse contexto que a igreja do Reino deve ser atuante e manifestar-se contrária à segregação, realizando tarefas capazes de transformar costumes culturais que agridem a imagem e semelhança de Deus na Sua principal criação. Essa é uma responsabilidade da igreja pela qual não pode se esquivar, pois ela está diante do fato de que a “vinda do Reino de Deus é vista como um grande e único acontecimento: uma poderosa manifestação do poder divino, o qual vai acabar com os reinos perversos da soberania humana e vai encher a terra com justiça”.
O Evangelho é o poder de Deus para produzir a igualdade em toda e qualquer cultura, sem distinção. O Evangelho nos impede de vermos as pessoas do nosso nível geográfico, ou de baixo para cima, mas nos leva a ver o próximo de cima para baixo, de onde temos uma visão igual de todos. Não conseguimos ver maiores ou menores, mau ou bem vestido, feios ou bem aparentados, pobres ou ricos. Dessa forma, percebemos que o Evangelho produz nobreza em todos indistintamente, fazendo com que os integrantes do Reino desenvolvam, em seu contexto urbano, o “trinômio: liberte, égalité, fraternité”. Para desenvolvermos essa espiritualidade, precisamos experimentar uma unção do Espírito muito maior da que já estamos acostumados em nossa carreira cristã; é necessário experimentarmos um avivamento contemporâneo, pois quando olhamos para os avivamentos anteriores percebemos que, o que aconteceu em todos eles “não foi um caso de emoções passageiras, e sim algo tão profundo que as pessoas foram consumidas de zelo por Deus, por Seu nome, por Sua causa”, e pelos pobres como principal causa de Deus na humanidade.

Por uma nação mais justa e igualitária.
Rev. Pevidor

PG - DESAFIOS À IGREJA


Mais uma semana se passou. Durante esse tempo tivemos oportunidades que não voltam mais. Oportunidades de transformarmos toda um história social de inumeráveis pessoas que Deus colocou à nossa volta e no entorno de nossa igreja. Fomos desafiados durante horas a fio, tendo vidas e histórias esperando nosso socorro.

A igreja cristã sempre viveu o conflito dos desafios urbanos onde está inserida. Olhamos à nossa volta e vemos fome, miséria, desigualdade social, assassinatos, corrupção, filas intermináveis nos hospitais públicos, péssimo atendimento público, população mantida na miséria para promover outros(as), enfim, um caos interminável. Isso tudo às voltas da igreja cristã. É, nossa responsabilidade é grandiosa, e a cobrança do Eterno será eminente. O que podemos fazer? o que temos feito? o que faremos para mudar a realidade social e vivencial do contexto urbano onde nossa igreja está inserida?

Talvez você tenha muita vontade de fazer alguma coisa, mas se sente só, pequeno, incapaz de mudar tão grande realidade. Pequenos homens e mulheres da história mudaram seus contextos com ações de coragem, fé e obediência à palavra de Yhaweh. Eu poderia citar Davi, Elias, Eliseu, Pedro, João, John Huss, John Wiclif, Martin Luther, John Calvin, Martin Luther King Jr, Raabe, Madre Tereza de Calcutá, e creio que muitos outros(as) também foram usados por Deus, sozinhos, para mudarem o contexto social. Mesmo sós enfrentaram seus desafios urbanos, sem olharem as circunstâncias, e mudaram o mundo à sua volta, influenciaram o mundo à sua volta, transformaram a realidade vivencial de muitos seres humanos amados por Deus, que o próprio Deus colocou à sua volta para cuidado, proteção e desenvolvimento.

Fico pensando quantos dons e talentos o Espírito tem derramado sobre Sua igreja nos últimos dias. Muito maior poder de luta, a igreja do Senhor Jesus ainda receberá para a batalha final. Todavia o uso inadequado desses dons, talentos e poder tem sido canalizados somente para o desenvolvimento local da igreja. Não penso que a igreja esteja privada do desenvolvimento. Creio que ela tem de crescer, e uma igreja que não se desenvolve continuamente tem algum tipo de problema espiritual e prático. Todavia o que quero dizer é que todo o poder de Deus derramado sobre Seu povo deve ser canalizado para o mundo, para a transformação das pessoas que estão no mundo. Nossa grande vontade é usar todos os dons, dízimos e ofertas para o crescimento da nossa igreja local. Todavia, quando canalizamos essas bênçãos de Deus ao desenvolvimento humano das pessoas que ainda estão no mundo, elas verão que o Deus que essa igreja serve e representa no seu bairro e em sua cidade se preocupa com sua realidade vivencial, e certamente essas pessoas seguirão a luz que emana das portas e janelas dessa igreja local, e buscarão socorro na igreja.

Durante anos procurei encontrar a melhor técnica de evangelização, a que fosse mais eficaz e que fizesse o Reino crescer em minha igreja local. Anos se passaram sem encontrar algo que fosse suficiente, e que gastasse menos. Pela misericórdia de Deus descobri que, no nosso caso, a melhor maneira de evangelizarmos eficazmente uma pessoa era entrando em sua realidade vivencial; fazer parte da sua história de vida. Deixei de convidar as pessoas para virem conhecer a igreja e fui conhecer sua casa, sua vida, sua realidade, sua história. Deus transformou minha filosofia de evangelização e me mostrou que eu não deveria exigir que o mundo se convertesse a Cristo, mas que eu, como representante legal de Cristo no mundo deveria ir até ele, fazer-me conhecido a ele, mostrar-lhe Cristo e um novo caminho e trazer-lhe à salvação.

Esse foi o meu desafio. Esse é seu desafio também a levar ás pessoas que estão no mundo seu grupo musical, seus diáconos, seus dons e talentos, e lá, na realidade dessas pessoas mostrar você, sua igreja e Jesus. O maior número de conversões acontecerá quando nos colocarmos a caminho das vilas, cidades e aldeias, mostrando e levando a salvação de Jesus, livrando eles de suas mazelas. A isso eu te desafio a ser igreja militante, abandonando a síndrome de igreja triunfante em um mundo necessitado de salvação presente e eterna. Te desafio, mesmo sendo sozinho e pequeno, pois pelo SENHOR dos Exércitos você fará muito mais que suas forças e sua capacidade lhe permitirem.

Bibliografia recomendada: “Desafios Urbanos à Igreja”. Oneide Bobsin (Sinodal)

Rev. Pevidor

PG - APENAS CINCO PÃES E DOIS PEIXES


A responsabilidade é algo nato no ser humano. Todas as pessoas são responsáveis por alguma coisa. Desde que nascemos nos tornamos responsáveis pela sobrevivência, e o instinto a essa luta nos capacita a desenvolvermos habilidades de sobrevivência quase sobrenatural. Essa luta não é somente privilégio dos seres humanos, mas também de toda a criação, principalmente após a queda. A partir desse episódio em nossa carreira terrena, passamos a sofrer a degradação do cosmo, e isso nos empurrou para uma luta desenfreada pela sobrevivência.
Atualmente vemos uma luta pela sobrevivência na guerra dos Estados Unidos e Inglaterra contra o Iraque. Quando falamos dos três países envolvidos, quase esquecemos de que, ao falarmos desses países, estamos falando de pessoas, vidas lutando pela sobrevivência. Certamente muitos deles não pediram a guerra, todavia, o mundo os obriga a lutarem pela sua própria sobrevivência.
A sobrevivência é algo que vemos em boa parte do planeta. No Brasil, vemos milhares de vidas lutando pela sobrevivência diária. Eu pude acompanhar essa luta de perto, quando, até o ano passado, desenvolvia um projeto com os catadores de papel da cidade onde moramos anteriormente. Homens, mulheres, jovens e às vezes até crianças levantavam nas manhãs gélidas do inverno, a fim de coletar papeis, vender e adquirir recursos financeiros para sua sobrevivência naquele dia. Muitos daqueles ficariam até mesmo sem o almoço, se nossa comunidade não lhes servissem a refeição. O pouco que conseguiam naquele dia bastava para alguns pães e o jantar.
Por onde passo, eu sempre vejo muita luta pela sobrevivência. As Igrejas Cristãs estão no epicentro dessa luta grandiosa. Se olharmos atentamente, veremos às voltas de nossa casa essa luta; muitas vezes vemos nos lixões, nos lixos à frente de nossa residência, nos semáforos, nas favelas, nos guetos, etc. Estamos em meio a um bombardeio de miséria e ruína à criação de Deus, e nesse meio, não podemos não fazer nada. Seremos atingidos de qualquer forma. Esse inimigo vem de todos os lados, de todas as fronteiras, e a única solução é lutar.
“A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal...” (Ef 6.12), e por isso, somos responsáveis por essa batalha na qual o inimigo quer, a toda, destruir a criação de Deus. Jamais poderemos renunciar ou mesmo desertar, pois essa guerra pela sobrevivência nos perseguirá. Como servos e igreja de Deus que somos, fomos vocacionados a lutar pelo ideal de uma vida em abundância, pelo desenvolvimento e pelos direitos humanos. Não importa a força do inimigo, muito menos se as profecias anunciam a destruição do cosmo. Precisamos lutar inconformadamente pela vida. Não precisamos ter muito para vencermos essa batalha; pra começarmos, precisamos apenas de “cinco pães e dois peixes”, e muito mais de um coração oferecido, rendido ao amor pelas almas e corpos famintos por dignidade, igualdade e sobrevivência. Essa é nossa principal responsabilidade.

Rev. Pevidor

PG - ALGUÉM QUE SONHA


Olhemos para nosso século. Grande parte das profecias finais se cumprindo, e a igreja do SENHOR Jesus esta bem no meio de uma diversidade de abominações e condutas horrenda, praticadas por seres humanos carregados de pecados e de influências satânicas. Diante dessa realidade à nossa volta, aguardamos a volta do nosso Salvador.

A grande questão é como aguardamos a Sua volta. Que as profecias se cumprirão, sabemos e conhecemos. Todavia podemos questionar se a conduta da igreja deve ser de passividade, diante de uma realidade tão condenada pelas Escrituras. Devo ver e me calar? Devo ver e passar de largo? Devo, como igreja representativa do SENHOR Jesus nesse mundo, ignorar tanto abuso humano que contradiz todos os preceitos de conduta humana mandado por Yhaweh?

Você como Igreja do SENHOR Jesus está sendo desafiado, no presente século, a fazer tudo o que Jesus faria em Seu ministério terreno. Ele subiu aos céus, mas instituiu Sua igreja, e través do derramamento do Espírito Santo, você teve acesso à salvação, e uma vez igreja militante, você não pode se calar, você não pode ficar inerte, você precisa fazer algo para melhorar o mundo que Deus criou.

“Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas apesar disso eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida”(Rev Martin Luther King Jr); esse grande exemplo de igreja militante não se preocupou com os problemas sociais de outros países, com missões estrangeiras, mas ocupou sua vida, como ser humano e como igreja, em combater as desigualdades sociais em seu país, e as injustiças sociais tão desumanas em seu tempo. Ele pregava nas ruas, nos templos, em salões e em todos os lugares onde pudesse falar e lutar pela igualdade entre negros e brancos. Isso lhe custou caro, objetivamente, um tiro no rosto. O Rev Martin Luther morreu por um ideal, por um alvo, por um sonho. Ele morreu, mas seus ideais, alvos e sonhos não desceram à sepultura com seu corpo. Para ele, viver significava sonhar, e deixar de sonhar era o mesmo que morrer. Hoje os sonhos do Rev Martin Luther são realidades na vida de muitos negros americanos. Talvez se outros pastores batistas, presbiterianos, assembleianos e pastores de todas as denominações evangélicas americanas tivessem aprendido a sonhar e a agir com o Rev Martin Luther, a desigualdade social e racial já estaria totalmente abolida do contexto urbano americano.

O Brasil é um país de uma riqueza quase incalculável. Todavia o que mais vemos é uma desigualdade social que bane da vida muitos seres humanos em nosso contexto urbano. O maior exportador de soja do mundo não consegue manter dignamente a vida de seus compatriotas, de seus filhos. Enviamos carne bovina, suína e aves para quase todo o mundo, mas vemos pessoas nos sertões da vida comendo ratos e calangos, em uma terra com grande poder de produção. Nossa ciência, tão evoluída produz descobertas dignas de capa da “Science”, todavia vemos hospitais em estados precários e atendimentos médicos, como o do SUS, como se fossem veterinários, tratando de bichos com cara de gente. Tudo isso tem uma resposta: corrupção. Poderíamos mudar essa realidade! podemos mudar essa realidade! basta sonharmos em ser uma igreja atuante em nosso contexto urbano, lutando com a grande força de que dispomos, para combater a corrupção, as desigualdades sociais grandiosas, a política subversiva para o mal, para os interesses próprios dos políticos que se enriquecem ás custas da pobreza de mais de cem milhões de pobres e miseráveis brasileiros.

Eu ainda tenho um sonho. Eu sonho com uma igreja que seja atuante no seu contexto social. Uma igreja que provoque uma revolução social em nosso país nesse século. Uma igreja que provoque uma mudança radical na política, no comércio, na agricultura e sobre tudo, na vida dos brasileiros. Tenho certeza que se nosso Jesus viesse ao mundo, ao Brasil hoje em dia para exercer Seu ministério, essa seria uma das grandes ênfases na Sua atuação ministerial. Como pastor de uma igreja evangélica estou movendo minha igreja para essa atuação ministerial. Talvez eu não consiga mudar o Brasil, ou até mesmo minha própria igreja local. Mas, enquanto eu sonhar com essa igreja ideal, terei forças para continuar a lutar por esse ideal. Sei que meu sonho é muito grande, mas maior é meu medo de ser, em meu século, apenas mais um escriba e fariseu, com muito conhecimento teológico, tanto quanto inerte.

Rev. Pevidor

PG - A INVOLUÇÃO HUMANA


Estamos vivendo tempos muito difíceis. Os séculos passaram, a evolução da ciência, da tecnologia, do conhecimento e da riqueza se tornaram grandiosos em todo mundo. A igreja alcançou os confins da terra, norte a sul, leste a oeste do velho planeta. Tudo isso seria maravilhoso e digno de comemoração, se não fosse a terrível realidade vivencial da grande maioria da população humana na terra.
O desenvolvimento dos setores essenciais para o enriquecimento das nações alcançou níveis inimagináveis. Mas, tudo isso seria perfeito, se não fosse o terceiro mundo, o terceiro setor... O desenvolvimento mundial aconteceu extraordinariamente, mas somente para alguns. Que pena! Mas porque somente para alguns? Porque há países tão ricos e outros tão pobres? Porque há pessoas tão ricas e outras tão pobres? Porque há favorecimento a uns e a outros não? Tem mesmo que ser assim?
Uma pergunta fica no ar, e não há quem me responda: “porque o mundo desenvolveu tanto, mas, mesmo diante de tanto avanço, ainda vemos um comportamento troglodítico nos seres humanos”? Se tornaram evoluídos, mas não abandonaram o barbaresco. A evolução da ciência e da medicina serve para curar os ricos, mas não tem o mesmo poder medicinal sobre os pobres; a tecnologia é eficiente para desenvolver países ricos, mas é também eficiente para manter os do terceiro mundo mais pobres ainda; o desenvolvimento faz países gastarem bilhões para desenvolvimento de armas de guerra, mas não consegue desenvolver cura para a pobreza que os rodeia; o desenvolvimento serve para que uns batam no peito dizendo: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”, enquanto outros dizem: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador! (Lucas 18-11-13)”
Todo o desenvolvimento mundial aconteceu e foi idealizado, buscado e batalhado para que houvesse uma mudança e uma transformação na realidade humana. Os maiores inventores tinham na sua mente um progresso humano, não individual. Mas, quanto mais o tempo passa, quanto mais acompanhamos a evolução, mais vemos guetos, terceiro setor, terceiro mundo e todos os adjetivos para a pobreza.
Nesse contexto podemos encontrar indivíduos que compram carros importados. E para cada carro importado comprado por alguém, centenas de pessoas precisam andar a pé. A cada filé mignon servido na mesa de um opulento, muitos necessariamente precisam comer ‘palmas’. Dura verdade, mas o único sentimento que sobra nos venturosos é o da comiseração, dos discursos e dos projetos. Uma pena que tudo isso não mate a fome.
Temos um grande poder nas mãos. Como Igreja Cristã Protestante ou Católica, como políticos, empresários, universitários e acima de tudo, como cidadãos urbanos, temos o poder de mudar a realidade histórica de uma vida, de uma sociedade, de um país. Mas o que temos feito? Onde estão nossas mãos? Será que só podemos fazer o bem para o desenvolvimento humano de um desconhecido quando pudermos receber algo em troca? Será que jamais conseguiremos exercer o princípio de Jesus: “ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita?” (Mateus 6.3) Creio que não. Temos um grande poder nas mãos. Temos o poder de mudar o curso da história das pessoas. Temos o poder de tirar um choro e colocar um sorriso; de arrancarmos a incredulidade e renascer em seu lugar a esperança, de um potencial criminoso em um líder universitário; temos o poder de destruirmos os guetos e criarmos dignidade, de acabarmos com a desigualdade social e sermos todos, igualmente um.
Eu faço o que meus braços alcançam, e sonho todos os dias com uma humanidade evoluída. “Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida” (Rev. Martin Luther King Jr).

Rev. Pevidor


PG - A IGREJA EM AÇÃO


Estamos caminhando para o fim da carreia humana nessa velha terra. Todas as profecias finais estão se cumprindo, e muito em breve a humanidade será sucumbida pelo último dia, pelo cumprimento das profecias finais e pela volta do Messias Salvador.
Essa manifestação final é aguardada pelos santos fieis espalhados pela terra a fora. Também aguarda essa redenção toda da criação do Todo Poderoso; entre ela a natureza, o cosmos e os pobres. Pensando nisso perguntamos: precisamos esperar a volta de Jesus para que a população menos favorecida sinta a salvação e tenha uma qualidade de vida melhor? O que podemos fazer ainda hoje, na apresente dispensação? O que você pode fazer? O que sua igreja como entidade do Reino de Deus nesse mundo pode fazer?
A igreja brasileira sempre se preocupou pouco com a salvação dos menos favorecidos. Não na questão da salvação eterna, no livramento de seus pecados; mas sim na salvação presente, da sua fome, da sua qualidade de vida, dos seus estudos, da sua profissionalização. Nos países mais antigos, já se criaram entidades de apoio ao desenvolvimento humano pelo planeta a fora. Os principais países protestantes já gastam fortunas, atravez de suas igrejas, com projetos que promovam o desenvolvimento humano àqueles que não possuem.
Como brasileiro, e como igreja brasileira tenho autoridade de falar que os valores do Reino, para aplicação no desenvolvimento humano dos menos favorecidos, ficaram de lado a muito tempo. Posso até dizer que desde que tenho razão, nunca vi a igreja com uma preocupação eficaz no desenvolvimento humano da grande maioria das pessoas desse país tão rico, mas com uma população pobre e sem recursos. Nunca presenciei uma luta da igreja para punição de governantes corruptos, de leis de favorecimento, de injustiças sociais, de distribuição de renda desigual... Nunca vi a igreja cristã como um exército. Todavia, sempre a vi como soldados, isolados uns dos outros, combatendo uns aos outros e tentando combater um exército de milhares de corruptos e desonestos. Essa igreja que conheço nunca fez a diferença, nunca foi realmente igreja.
O Senhor Jesus fundou uma representante do Seu Reino no mundo que poderíamos chamar de Igreja em Ação. Ele pregava o Evangelho da salvação eterna, mas imediatamente agia em favor dos menos favorecidos: curava enfermos (Mt 4.23-24, 8.16, 9.35, 12.15,22, 14.14, 15.30, 19.2, 21.14, Mc 1.34, 3.10, Lc 4.40, 6.19, 7.21, 9.42, 13.14, 14.4, 22.51, Jo 5.11; Ele ensinou como cumprir as leis: Mt 5.27-48; Ele ensinou a compadecer-se Mt 6.2-4; Ele fazia o bem Mt9.35-38; salvava os humildes Mt 11.25-30; Ele alimentava pessoas sem condições Mt 14.13-21, 15.32-39; Ele ensinou como pagar os impostos corretamente Mt 17.24-27; Como agir com os credores Mt 18.23-35; Ele ensinou como fazer uma justiça igual Jo 8.1-11.
Diante desse ministério e exemplo do fundador do Cristianismo eu pergunto: que tipo de igreja temos sido em nosso século? Nossa conduta como igreja de Cristo tem seguido Seu exemplo prático? Nosso ministério tem sido um ministério aprovado pela conduta ministerial de Jesus? Temos sido uma igreja em ação? O que tenho percebido a anos é que a igreja cristã contemporânea é expert em decifrar e falar as palavras de Jesus, mas em seguir Seu ministério prático, digo que até poderíamos ser igreja cristã, mas certamente não seríamos Igreja de Cristo. Temos honrado a Cristo e a Seu ministério com nossas palavras, menos com nosso ministério prático; temos sido igreja cristão de palavras, e palavras são vazias, não sustentam, não mudam a realidade. A igreja em ação fala e faz, prega e luta, é igreja que age a exemplo do ministério acionário do maior sociólogo de Deus em favor da humanidade menos favorecida.
Tire sua vida e sua igreja da inércia, e comece a fazer algo. Aja, coloque na prática, o que na teoria você já sabe muito bem: faça da sua igreja, onde você vive, UMA IGREJA EM AÇÃO.

Rev Pevidor


PG - A IGREJA E A CIDADE


“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.” (Mt 9:35).

Desde que me entendo por gente vejo problemas sérios nas cidades brasileiras. Há muito tempo atrás pensei que os problemas do menor carente acabariam. Inventaram o ‘criança esperança’. Pensei: que bom! não veremos mais crianças esmolando nos semáforos, nas ruas, cheirando cola nas esquinas e se tornando bandidos em potencial. Todavia, a minha decepção foi maior do que a minha alegria, ao constatar que, após vários anos de campanha, milhões e milhões de dólares arrecadados, elas continuam nas ruas, nos semáforos, na cola, na bandidagem, nos guetos da cidade.
A igreja está inserida dentro da cidade. Usa a luz da cidade, a água, esgoto, telefone, ruas, prefeitura, comércio e toda a estrutura que uma cidade ‘urbana’ pode oferecer para seus habitantes. Mas esse desfrute não fica somente nas coisas boas; o preço desse usufruir da cidade é caro, pois também a igreja está no meio da fome, às voltas das favelas, das filas intermináveis nos hospitais, da prostituição infantil, do comércio de drogas, da segregação racial e dos guetos impostos pela ’alta’ sociedade. Mas, a pergunta é: a cidade é inimiga da igreja? Muitos pensam que sim; eles dizem: “o mundo está perdido”. Ainda pergunto: a cidade é inimiga da igreja, ou a igreja deve se aliar, ser cobeligerante da cidade para a promoção social e por uma cidade melhor e mais justa? O escritor Clóvis Pinto de Castro escreve dizendo que “ há muitas pessoas que se dizem cristãs, mas que fazem uma distinção entre o sagrado (igreja) e o profano (cidade) colocam-nas como duas realidades distintas e irreconciliáveis. É uma visão dualista da realidade. Dividem-na em parte espiritual e em parte material”.
A igreja está na cidade com uma finalidade específica, pois ela recebeu poder, ao descer sobre ela o Espírito Santo, para ser testemunha de dos atos e palavras de Jesus, tanto no bairro da igreja, como em toda a cidade e município, e até aos confins da terra. Dessa forma percebemos que a cidade não é inimiga da igreja. A igreja não consegue viver sem a cidade. Ambas fazem parte do mesmo contexto, das mesmas bem aventuranças, dos mesmos problemas.
A cidade precisa da igreja em todo o seu contexto. Ela espera ser influenciada pela santidade da igreja. A cidade espera uma atitude da igreja, ou até mesmo uma resposta da igreja nela inserida, por um mundo melhor, mais justo e habitável. Todavia, pelo fato da igreja se achar mais santa que a cidade, por se ver salva, incontaminada, e num patamar superior, ela muitas vezes olha de cima para os problemas da sua cidade, e não consegue se misturar para tempera-la ou ilumina-la. Em Mt 5.13-14 encontramos Jesus dizendo que a igreja é o sal e a luz da cidade. Mas, o sal não tempera se não for misturado à comida; a luz não ilumina se estiver escondida ou desligada. Assim, como a igreja poderá transformar o mundo se se fecha dentro de quatro paredes, e não se envolve com a cidade e seus problemas?
A cidade necessita da igreja tão quanto a igreja precisa da cidade. A cidade espera a salvação que vem ‘da igreja’, mas não o seu julgamento. Tantos necessitados, excluídos, discriminados, injustiçados, pobres e mal amados olham para a igreja, como o coxo (At 3.1-11) da porta formosa olhou para Pedro e João, esperando receber dela alguma coisa de bem. Pedro e João disseram: “olha para nós”. A igreja somente poderá dizer à sua cidade: “olha para nós”, quando ela estiver envolvida, unindo suas forças com a sua cidade, no sentido de transformar sua cidade num núcleo de vida, amor, compaixão e cumplicidade. Quando isso acontecer, as pessoas da cidade se encherão de admiração e assombro pelo que a igreja tem a oferecer. Quando a igreja deixar de investir em Sinagogas, para investir em vidas, aí sim ela, a igreja, terá autoridade de Deus para dizer: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (At 3.6).
Rev Pevidor


A Ecologia e a Solidariedade


“Porque Deus amou ‘a cidade’ de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que em todos os setores dela creiam, e para que seus habitantes não pereçam, mas tenham assistência humana e espiritual, tendo vida na cidade, e vida eterna.” (Jo 3.16)


Quando vivemos numa cidade temos vários privilégios que podemos desfrutar dela; mas ao mesmo tempo em que desfrutamos de tudo o que uma cidade pode nos oferecer, temos também obrigações e responsabilidades de seres sociais em contextos urbanos. Nessa ótica vivencial vemos o relacionamento humano no cuidado ecológico homem-homem-natureza, tendo como background a solidariedade.
Todo o eco sistema foi criado de uma mesma fonte. Ao homem, todavia, foi dada a responsabilidade de cultivar e guardar todo o ambiente natural criado por Deus, para o desenvolvimento e sobrevivência de toda a criação. Entretanto, o que vemos às portas do século XXI é o ser ‘racional’ agindo irracionalmente, pois todo o gênero de animais, ditos irracionais, contribui para o bom andamento de um equilíbrio do eco sistema. Matam para comer, migram, e geram suas crias em tempo determinado. Ao ser animal humano fica reservado a pior parte. O homem é o único ser animal ‘racional’ que mata por vingança, por maldade, único que derruba as matas para vender suas madeiras, mata os animais por esporte, atropela-os nas suas estradas, rouba-lhes os filhotes, e tem prazer em tudo o que se chama “predatório”.
A igreja cristã tem sua parcela de responsabilidade nessa realidade caótica em que vive nosso sistema ecológico. Em muitas vezes ela contribui com seus lixos, suas reformas e com uma visão cimentada para a degradação da bela natureza que nos fornece vida.
Muitas perguntas surgem quando falamos sobre ecologia, no sentido de o que poderíamos fazer para melhorar nosso meio ambiente. A igreja pode e deve participar nessa melhoria em vários aspectos. É claro que essa responsabilidade não se restringe apenas à igreja cristã, mas sim, a todos os seres viventes que vêm ao mundo, vive nele e depende dele até mesmo para morrer.
Há muito que fazer pelo eco sistema. Todavia minha principal preocupação é a falta de cuidado do ser humano para com a coroa da criação de Deus: o homem e a mulher. É certo que as nossas matas estão definhando nas mãos humanas, os animais estão clamando por socorro, e o planeta terra está se apagando no cosmo. Mas na verdade o homem está se matando aos poucos. Destruindo sua única fonte de oxigênio, apagando a camada de ozônio, transformando toda uma cadeia de acontecimentos naturais e benéficos, em tragédias, tornados, terremotos, maremotos, frio demasiado, calor excessivo, transformando um mundo de vida em um mundo de morte.
Pois bem! O que podemos fazer por uma ecologia urbana fundamentada na solidariedade? Em primeiro lugar precisamos ter em mente que “pensar em ecologia urbana orientada pela solidariedade é, principalmente, pensar nas múltiplas relações que acontecem no contexto das cidades” (C.P.Castro). O homem vive em sociedade, e seu envolvimento nela deve delinear suas atividades relacionais solidárias a tudo e todos aqueles que estão à sua volta. Não há como viver socialmente, e ao mesmo tempo ignorar as necessidades, lutas, dificuldades e problemas que vivem os outros seres humanos dentro da mesma razão social. Para desenvolvermos uma ecologia urbana fundamentada na solidariedade “é preciso sentir o cheiro das pessoas, conhecê-las na sua realidade”(C.P.Castro), sentir como elas se sentem, encarnar-se na vida, nos problemas e nas alegrias dos que estão à nossa volta. É preciso amar as pessoas e a natureza, motivados Por uma ecologia fundamentada na solidariedade, segundo o coração de Deus
Rev. Pevidor


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sem Idade Para Sonhar


Texto Básico: Gn 17.15-17
Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos?

Tema: Sem Idade para Sonhar
Introdução

· Definição do dicionário: imaginar, prever, desejar, almejar, aspirar.
· Quem para de sonhar perde a capacidade de acreditar, lutar, vencer.
· Sonhar é acreditar no inacreditável;
· Rev Martin Luther King Junior: “I Have Dream”
· Você tem sonhado muito ultimamente?

Porque devemos sonhar?
SONHAR ALIMENTA SUA FORÇA
· Deus nos criou com a capacidade de sonhar, pois só o sonho dá forças ao desvalido, fé ao desacreditado, convicção na escuridão.
· Nossos sonhos são capazes de superar quaisquer expectativas: “11 Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. 12 Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer?”
· A fé transforma o absurdo em algo lógico; o vil e menosprezado em alguém útil e valioso.


Porque devemos sonhar?
SONHAR NÃO TE DEIXA DESISTIR
· 1º motivo para desistir dos seus sonhos: Abraão e Sara tinham todos os motivos realistas para deixarem de acreditar que um dia eles teriam um filho fruto do seu amor – Sara era estéril.
· 2º motivo para desistir dos seus sonhos: Eram idosos, Sara não menstruava mais, ambos não tinham atividade sexual (Gn 18.12);
· Quando você desiste de seus sonhos: família, profissão, estudo, bens, salvação...você desiste da vida;
· O inimigo trabalha roubando seus sonhos;
· Abraão sonhou 25 anos desde a promessa de sua geração povoar a terra (Gn 12.1-4);
· Quando você sonha, você investe na sua realização:
o Abraão não desistiu dos seus sonhos : Sai da tua terra (Gn 12,1); Sai da tua parentela (Gn 12.1); José; Jacó; Moisés, Ezequias.
· Abraão realizou seus sonhos aos 100 anos (Gn 17.1);
· A espera pode ser grande, mas “os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre”. (Sl 125.1)


Porque devemos sonhar?
SONHAR TE APROXIMA DA REALIZAÇÃO
· Toda conquista depende de investimento, e investir em seus sonhos é investir na sua realização;
· Nossa vitória tem seu início no campo dos sonhos, então parte para a realidade;
· Se você tem sonhos vencedores, você será um vencedor;
· Se seus sonhos são derrotistas, você sempre será um perdedor;
· Jacó foi um sonhador: *receber a bênção da primogenitura (Gn 25.26); *se casar com Rebeca (Gn 29.18,27); sr abençoado por Deus (Os 12.3);


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

IGREJA - Uma Comunidade de Amor


IGREJA, UMA COMUNIDADE DE AMOR
2 Tessalonicenses 1.3-4

Com certa freqüência podemos ver nas igrejas o amor, o respeito e a consideração pelos outros como sendo virtudes raras, e talvez você até conheça alguma igreja assim. Os cristãos já não mais vivem como se fizessem parte da mesma família. A igreja, que foi estabelecida como uma comunidade de amor está sofrendo uma descaracterização. Muitos a enxergam como uma empresa que realiza “atividades religiosas”.


Nos dias de hoje, muitos cristãos enxergam a igreja, meramente, como um local geográfico onde se reúnem, alguma vez da semana, para satisfazer alguma necessidade religiosa. São poucos os que vêem a igreja como uma comunidade de amor, em que as pessoas se importam, ajudam e encorajam umas as outras. São poucos os que vêem a igreja como uma família formada por irmãos e irmãs se esforçando para conseguirem juntos tornar-se parecidos com Cristo.


O apóstolo Paulo escreveu uma carta, praticamente toda ela, dedicada a mostrar, aos cristãos, a grandeza do propósito de Deus para a igreja. Na carta endereçada aos efésios, Paulo trata da realidade da igreja, e, conseqüentemente, também do modo como os cristãos devem se relacionar entre si, como membros de uma comunidade de amor. Em Efésios 5.21, Paulo escreveu aos cristãos: “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo”. Por quê? Porque a igreja é uma comunidade de amor, devemos nos sujeitar uns aos outros. Dessa forma precisamos aprender algumas lições:

1. Devemos renunciar as nossas vontades em favor uns dos outros
Quando o apóstolo Paulo diz que, na igreja, devemos nos sujeitar uns aos outros, ele não está dizendo que as pessoas devem, obrigatoriamente, fazer as vontades uns dos outros. Pelo contrário, a idéia trazida por essa palavra é a de uma família, em que os irmãos, voluntariamente, renunciam as suas próprias vontades em favor uns dos outros. Paulo tem em mente uma comunidade de amor, em que as pessoas, por se amarem, desejam o melhor umas para as outras. E, porque desejam o melhor umas para as outras, elas têm a liberdade de abrirem mão das próprias vontades em favor uns dos outros.Devemos, sempre que possível, abrir mão das nossas próprias vontades em favor uns dos outros, e, conseqüentemente, em favor da comunidade de crentes, que é a igreja. Portanto, acima da nossa vontade, deve estar o nosso amor uns pelos outros. Para se ter uma idéia desse tipo de amor que os irmãos devem ter entre si, pense na sua mãe. Se, por exemplo, a sua mãe for levada ao hospital e telefonarem para você informando o acontecido e chamando-o para se encontrar com ela, qual será a sua atitude? Você ficará em casa, dormindo? Ou você irá se encontrar com a sua mãe? Certamente, por causa do amor, você irá renunciar à sua vontade de ficar dormindo em casa e irá se encontrar com a sua mãe. Esse deve ser o tipo de amor a ligar os cristãos dentro da igreja. Imagine, por exemplo, que um crente está ajuntando dinheiro para comprar um som. E, de repente, ele recebe o telefonema de uma pessoa, dizendo que a casa do irmão fulano de tal foi assaltada; e que levaram tudo da casa dele; e que um grupo de pessoas está se reunindo para fazer um mutirão a fim de comprar o que os ladrões levaram. Qual deve ser a atitude daquele crente? A atitude daquele crente deve ser a de compaixão e a de se oferecer para fazer parte do mutirão, ainda que, para isso, naquele momento, ele abra mão do som que desejava comprar. Devemos, sempre que possível, abrir mão das nossas vontades em favor uns dos outros.

2. Devemos renunciar os nossos direitos em favor uns dos outros
Porque a igreja é uma comunidade de amor, devemos renunciar os nossos direitos em favor uns dos outros. Jesus numa ocasião, Ele, que era o mestre, se levantou e decidiu lavar os pés dos seus discípulos. Aquela tarefa não deveria ser realizada por Jesus. Ele, mais do que todos, tinha o direito de permanecer assentado, esperando que alguém viesse lhe lavar os pés. Contudo, Ele renunciou ao seu direito de permanecer assentado e decidiu, Ele mesmo, fazer o trabalho dos servos. Infelizmente, muitos crentes não têm a mesma atitude de Jesus. Decidem permanecer assentados, inflexíveis, esperando que as pessoas façam o que eles querem. Têm grandes dificuldades de abrirem mão dos próprios direitos. Acham que, se têm direitos, então, esses direitos precisam, necessariamente, ser observados e concretizados. As pessoas têm dificuldade de renunciar o seu direito em favor do outro.
Em algumas situações, um membro marca uma visita do pastor em sua casa. Contudo, por algum motivo, o pastor fica impossibilitado de fazer a visita naquele dia marcado. E, por causa disso, a ovelha fica magoada com o pastor. Ela não consegue aceitar que o pastor não tenha podido visitá-la naquele dia. Ela não consegue renunciar àquele seu direito de visita. Antes, ela fica amargurada com o seu pastor e começa a falar mal dele. Uma situação de visita que não pôde se concretizar acaba se tornando mais importante do que o relacionamento entre ovelha e pastor, entre irmão e irmão. E, pouco a pouco, por causa de acontecimentos assim, a igreja vai se descaracterizando, e deixando cumprir a sua vocação: a de ser uma comunidade de amor, um lugar em que as pessoas se sujeitam umas às outras.

Conclusão


A igreja é uma comunidade de amor, formada por homens e mulheres, salvos pelo sangue de Jesus Cristo, e adotados na família de Deus. Portanto, a primeira característica da igreja é o amor com que as pessoas devem amar-se mutuamente. Se o amor deixar de existir, e as pessoas vierem a se tornar egoístas, materialistas, individualistas e fechadas em si mesmas, a igreja vai deixar de existir com tal. A igreja vai sofrer uma descaracterização. Ela vai se tornar, simplesmente, uma empresa religiosa ou uma personalidade jurídica.
Mas, porque a igreja é uma comunidade de amor, devemos nos sujeitar uns aos outros: devemos abrir mão das nossas vontades e direitos em favor uns dos outros. Essa é a Palavra de Deus para nós. Por isso, agora mesmo, se você estava deixando de se sujeitar aos seus irmãos, mude de atitudes e comece a experimentar o amor de Deus na sua vida.

Oração

Pai, eu quero viver para Ti e para minha igreja, onde está minha família de fé, meus irmãos e irmãs. Eu quero ser usado e transformado, para que através da minha vida, meu pequeno grupo e minha igreja se torne a cada dia uma comunidade de amor, nas palavras e no comportamento. Me ensine a viver mais para os outros, a me doar mais pelos outros. Abençoe minha igreja, em nome de Jesus. Amém