quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

PG - VOCÊ NÃO É UM ACIDENTE


"Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer" - Isaías 44.2
"Deus não joga dados" - Albert Einstein
Você não é um acidente
Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava.
Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: "O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo!".
Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A Bíblia diz: "Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir".
Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: "Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!".
Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: "De um só fez ele todos os povos [...] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar". Nada em sua vida é casual, tudo foi feito em função de um propósito.
E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independentemente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seu pais, Deus tinha um plano ao criá-lo. Não importa se seus pais foram bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a constituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente. Eles tinham o dna que Deus queria para formá-lo.
Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.
O propósito de Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado.
Deus nunca faz nada por acaso e ele nunca comete erros. Ele tem um motivo para tudo que criou. Todas as plantas e animais foram planejados por Deus e cada pessoa foi idealizada com um propósito. O motivo para Deus tê-lo criado foi o amor que ele tem. A Bíblia diz: "Muito antes de estabelecer as fundações da terra, Deus já nos tinha em mente, tendo nos escolhido como foco de seu amor".
Deus já pensava em você antes de formar o mundo. Na verdade, você foi o motivo de Deus ter criado o mundo! Deus projetou o meio ambiente deste planeta para que pudéssemos viver nele. Nós somos o foco de seu amor e o elemento de maior valor em toda a sua criação. A Bíblia diz: "Por sua decisão ele nos gerou pela pala­vra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou". Eis quanto Deus o ama e valoriza!
Deus não age de forma aleatória; ele planejou tudo de forma extremamente precisa. Quanto mais os físicos, biólogos e outros cientistas aprendem sobre o universo, mais compreendemos quan­to ele é adequado à nossa existência - feito sob medida com as exatas especificações que tornam a vida humana possível.
O Dr. Michael Denton, experiente pesquisador da genética humana da Universidade de Otago, Nova Zelândia, concluiu: "Todas as evi­dências disponíveis nas ciências biológicas, apóiam a teoria básica [...] de que o universo como um todo foi especialmente criado tendo a vida e a humanidade como principal objetivo e propósito; um conjunto no qual todas as facetas da realidade têm seu significado e expli­cação nesse fato fundamental". A Bíblia disse a mesma coisa milhares de anos atrás: "Ele é Deus; que moldou a terra e a fez, ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada".
Por que Deus fez tudo isso? Por que enfrentou todo o incômodo de criar um universo para nós? Porque ele é um Deus de amor. Esse tipo de amor é difícil de compreender, mas é essencial­mente confiável. Você foi criado para ser um alvo espe­cial do amor de Deus! Deus o fez para poder amá-lo. Essa é uma verdade sobre a qual você precisa edificar sua vida.
A Bíblia nos diz que Deus é amor. Ela não diz que Deus tem amor. Ele é amor! Amor é a essência do caráter de Deus. Há um perfeito amor na irmandade da Trindade, então Deus não precisou criá-lo. Ele não estava só. Mas quis fazê-lo para expressar o seu amor. Deus diz: "Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebi­dos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; eu os sustentarei e os salvarei".
Se não houvesse um Deus, seríamos todos "acidentes", o resulta­do de um fato extraordinariamente aleatório no universo. Você po­deria parar de ler este livro, pois a vida não teria nenhum propósito, significado ou importância. Não haveria certo e errado, bem como nenhuma esperança além de seus breves anos aqui na terra.
Mas há um Deus que o fez por uma razão, e sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito so­mente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. Romanos 12.3, na paráfrase The message [A mensagem], diz: "A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós".
Este poema de Russell Kelfer resume isso:
Você é quem é por uma razão.
Você faz parte de um plano complexo.
Você é uma criação original, preciosa e perfeita, denominada como notável homem ou mulher de Deus.
Você tem essa aparência por uma razão.
Nosso Deus não cometeu nenhum erro.
Ele o teceu no útero, você é exatamente o que ele quis fazer.
Os pais que você teve foram escolhidos por ele, e, a despeito de seus sentimentos, eles foram feitos sob medida para os planos que Deus tem em mente, e estão aprovados pelo Senhor.
Não, aquele trauma que você enfrentou não foi fácil.
E Deus chorou por aquilo o ter machucado tanto; mas foi permitido para moldar seu coração para que você crescesse à sua imagem.
Você é quem é por uma razão.
Você vem sendo moldado pela vara do Senhor.
Você é quem é, amado, porque há um Deus!


por: Rick Warren

sábado, 21 de novembro de 2009

IGREJA - LUGAR DE LOBOS EM PELE DE CORDEIRO


Oi,a graça.

Nem sei se você lerá esta mensagem, mas, enfim, preciso desabafar. Há anos pastoreio a igreja. Estudei muito para chegar onde cheguei, acreditando que o estudo me daria boas condições para exercer um ministério profícuo, de alto nível, e, principalmente que a igreja seria alimentada, e saciada, sempre quisesse mais de mim.

Por outro lado, estudei também porque no mundo em que vivemos, as pessoas são respeitadas pela bagagem que possui, pela instrução adquirida sob muito esforço e dedicação; porque se o mercado de trabalho está tão exigente quanto á qualificação profissional, acredito que eu preciso oferecer o melhor para Deus, não no céu, lá Ele não precisa de mim, mas aqui, na Sua igreja, onde Ele conta comigo, assim, pensei: "se serei um pastor, preciso ser o melhor".

O Seminário me ensinou muita coisa em 5 anos de Graduação em Teologia: Grego e Hebraico, Heresiologia, Homilética, Filosofia, Psicologia, Missiologia, Português, Hermeneutica...que saudade. Meus professores e professoras foram pessoas muito dedicadas no ensino, quero aqui agradece-los(as).

...Mas, nunca estive tão desanimado com a igreja...

Eu amo o ministério. Pregar a palavra me é um enorme prazer. Visito as ovelhas. Amo-as. Mas nestes momentos tenho só vontade de chorar. Trabalhei todo este tempo na igreja porque acreditava que a igreja poderia crescer, que as almas poderiam ser alcançadas, e que eu poderia falar de Deus para um número maior de pessoas. O sermão é sempre meticulosamente preparado, e prego-o com tamanha altivez que me falta a voz no dia seguinte. Que bênção pregar a Palavra!

Hoje, não sou tão jovem quanto quando iniciei esta caminhada. Se pudesse, gostaria de indicar uma outra disciplina para o Seminário, uma disciplina que preparasse os futuros pastores para os fracassos ministeriais; uma matéria que dissesse aos futuros pastores que eles não seriam amados nas igrejas que fosses pastorear, porque o seu salário abocaria uma fatia da arrecadação da igreja, e esse dinheiro seria melhor se ficasse na conta bancária da igreja, rendendo o prazer de relatar aos concílios os valores aplicados nas agências bancárias. Uma matéria a mais seria interessante para esclarecer aos futuros pastores que eles serão como os técnicos de futebol, não no que diz respeito ao salário, nem aos contratos, mas quanto aos resultados, ou seja, se não produzir (sozinho) ele será descartado, pois "gente desempregada" tem muitos, e é só estalar os dedos que muitos aparecem, até para ganhar um pouco menos. Assim eles não se assustariam em ter que trabalhar sozinhos e ainda assim, serem demitidos por perderem duas seguidas.

...Mas, nunca estive tão desanimado com a igreja...

Mas se ainda me permitem, gostaria de indicar somente mais uma matéria. Uma que nos deixasse como "calos" endurecidos, sem sensibilidade, quem sabe uma disciplina que nos tirasse o coração de carne, e implantasse um "chip", daqueles liga-desliga, apaga, deleta. Desta forma pastores enfartariam menos, chorariam menos, sofreriam menos, desanimariam menos.

...Mas, nunca estive tão desanimado com a igreja...

Acho que a culpa é minha mesmo. Nunca meus professores disseram que eu deveria ter esperança, que eu deveria confiar na igreja, que eu seria amado e respeitado só por ser um pastor. O que é ser um pastor?! Ser pastor... é ser nada! A culpa é minha mesmo. Eu é que me iludi com aquilo que ninguém disse que aconteceria, foi somente coisa da minha cabeça, por isso estou sofrendo agora. Quem sabe chegou meu tempo. O tempo de eu entrar em minha caverna pessoal como Davi, como Elias, e esperar a morte chegar. Ela é o fim, talvez um novo começo.

Ah como eu almejo esta nova terra.

O amanhã não me pertence...Mas, nunca estive tão desanimado com a igreja...

Se você está lendo estas palavra, queria te dizer, não perca seu tempo. É apenas um desabafo. Pastor não tem com quem falar mesmo, ele sofre sozinho. Às vezes não desabafa com a família para não faze-la sofrer, e não desabafa com a igreja, porque ela é a sepultura de muitos deles, assim, a gente tem medo.

Só quero entrar em minha caverna e chorar. chorar na minha velhice por acreditar tanto, por sonhar tanto, por sofrer tanto... Essa é minha caverna, por favor, deixe-me sozinho. Como sempre estive no ministério, terminarei os meus dias...sozinho, sonhando...

...Mas, nunca estive tão desanimado com a igreja...

Desculpe por escrever palavras tão duras; talvez seja porque meu coração já esteja um pouco endurecido por sofrer tanta traição por parte do conselho da igreja, de membros que doei parte da minha vida para ajudá-los, passando a madrugada com eles chorando por seus problemas, de presbíteros que ajudamos tanto, e que como paga recebemos "dedo na cara" e palavras como "nossa igreja estaria melhor sem você aqui, pastor". Traição de pessoas que demos de comer em nossa mesa, que vieram começar a vida em nossa cidade e abraçamos como pastor e como família, auxiliando em tudo no início de suas novas vidas, e na mesma sala de sua casa em que nos reuníamos para rir e manter uma koynonia, se reuniram com os jovens e presbíteros para "planejarem" as estratégias para tirar-nos da igreja e trazer o pastor de amizades antigas. De receber e-mails mentirosos, inescrupulosos e ameaçadores, provocando a minha e a integridade de minha família com terríveis ameaças levantando falsamente assuntos outrora tratados em conselho. Mas, quem disse que lobos tem escrupulos? Se se ocultam em pele de cordeiros, o que mais não seriam capazes de fazer estes malditos?

Fui traído e dispensado pela igreja local, tão histórica e tão mal. Sequer um telefonema de "ovelhas" que cuidamos por sete anos. Não fui o primeiro da igreja, a história desta igreja mostra que fui apenas mais um, e que o próximo será outro, e assim, sucessivamente. As igrejas têm dono e essa, além de dono, tem também ladrões e salteadores que usurparam nosso direito de pastorear. Esses ladrões têm nome, um casal, mas prefiro não dizer seus nomes, certamente já causaram a mesma tristeza em outros pastores, por isso vieram pra cá.

Chega. Não me importa se você acha que sou fraco, débil ou imaturo. O que já vi na igreja é suficiente para desacreditar na igreja, especialmente nas históricas, cheio de donos e dogmas, mas fútil e dilaceradora de fieis pastores zelosos e apaixonados pela Igreja Invisível.

Por isso, acho que igreja é um lugar de lobos em pele de cordeiro. Conheço alguns deles, e acredite, enganam bem, e são maus, muito maus.

Na graça

Pastor Alexandre Pevidor

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PG - O DESERTO NÃO É O FIM


O Deserto não é o fim! “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo.” (Salmo 23.4)

É maravilhoso saber que temos em nós hoje a presença do Espírito Santo e que podemos ser guiados por Ele em todo tempo de nossa caminhada cristã. Deus habita em nós; somos templo, morada dEle e isso faz da nossa vida um verdadeiro sinal do reino de Deus aqui na terra.

Muitos cristãos têm colocado o foco de suas vidas no deserto, nas dificuldades, nos vales da sombra da morte. Mas eu faço uma escolha constante em minha vida e lhe convido a fazer a mesma escolha comigo: a escolha de olhar para Cristo, para aquele que venceu a morte, que ressuscitou no terceiro dia e que hoje intercede por nós à direita de Deus. Em Romanos 8.34 temos essa certeza quando aprendemos: “É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.”, e ainda em 1 João 2.1:Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai.” Não desista! Você não está sozinho. Deus sabia que você não seria perfeito, por isso Ele mesmo tratou de providenciar todos os recursos para que você não ficasse caído, mas para que a cada queda, você viesse a se levantar, bater a poeira, e seguir em frente de cabeça erguida. O cair é do ser humano, mas o levantar é de Deus.

Em minha vida, já passei por muitos desertos, momentos difíceis e às vezes até mesmo inexplicáveis. Porém, nada disso foi motivo para que eu questionasse ou duvidasse do amor e da presença de Deus. A palavra de Deus é clara em 2 Coríntios 1.10: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”; ou seja, Deus nunca te quer fraco, sem forças, desanimado ou se sentindo um nada. Pelo contrário, hoje você e eu somos representantes de Deus nesta terra, levamos a palavra da verdade e, por isso, digo com firmeza: mesmo que estejamos em “desertos” da nossa vida, podemos ter a certeza de que este deserto vai passar e a vitória vai chegar.

Paulo e Silas foram presos e açoitados porque ministraram libertação na vida de uma mulher. Paulo e Silas foram presos por terem obedecido a Deus; porém, isto não foi o fim. Na prisão, eles começaram a adorar a Deus e a orar, e com isso houve um grande terremoto, fazendo com que a estrutura da prisão fosse abalada e, assim, que eles fossem soltos e com eles todos se convertessem. Ao fim de tudo, o que aconteceu foram vidas salvas.

Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto (Mateus 4.1), mas não ficou por lá. Pelo que eu saiba, hoje Ele está à direita de Deus (Romanos 8.34). Davi pode ter até passado pelo vale da sombra da morte (Salmo 23.4), mas não ficou por lá; ele simplesmente passou e Deus estava com Ele. Paulo e Silas passaram pela prisão, porém não ficaram por lá (Atos 16). Pelo contrário, saíram vitoriosos e ganhando mais vidas para Deus.


O deserto não é o fim! Se hoje você está passando pelo deserto, fique firme. Não firme seus olhos no deserto; ele vai passar e a presença de Deus irá sempre permanecer em sua vida. Mantenha-se firme e inabalável em Cristo: Ele sempre lhe fortalecerá!

Oração

Pai, às vezes eu penso em desistir quando minha caminhada pelos desertos dessa vida parecem não ter fim. Eu aprendi nessa lição que os desertos de minha vida são passageiros. Dá-me forças para atravessá-los, a cada um, sem desistir. Ajude-me a confiar mais em ti, mesmo quando os desertos parecerem muito grandes eu sei que jamais serão maiores que ti. Abençoe minha igreja, em nome de Jesus. Amém!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PG - DEUS NOS CHAMA PARA MULTIPLICAR



"Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. Então, ele disse: Trazei-mos. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios." (Mt 14.14-20)

Jesus olha para as multidões famintas e se compadece delas. Chama os discípulos e lhes pergunta o que eles têm para comer. Dois peixes e cinco pães é a resposta. Realmente muito pouco para alimentar uma multidão. Mas a insuficiência humana é a suficiência de Deus.

Jesus pega aqueles dois peixes e cinco pães, dá graças ao Pai e devolve para as mãos dos seus discípulos oredenando que eles estejam indo alimentar aquela multidão composta de mais de 10 mil pessoas. É neste momento que o milagre acontece. Das mãos dos discípulos multiplica-se o pão e os peixes e o suprimento não acaba até que a multidão esteja saciada.

A primeira lição que devemos entender neste texto é de que quem toma a iniciativa de saciar a fome da multidão é o próprio Senhor. É Ele que sente a necessidade do povo. Os discípulos só pensavam neles mesmos, estavam exaustos e queriam descansar. O Senhor é movido pela compaixão, um sentimento muito forte que leva a pessoa a se identificar com a necessidade do outro como se fosse a sua própria necessidade. Provavelmente o Senhor mesmo, juntamente com os seus discípulos tivessem o necessário para aquelas próximas horas, mas a multidão que ali estava nada tinha para comer. Temos visto que Deus tem nos abençoado tremendamente e suprido as nossas necessidades. Mas o Senhor não completou a sua obra ainda. Existem as multidões famintas ao nosso derredor que precisam ser curadas, alimentadas porque são, nas palavras de Jesus, "ovelhas sem pastor." "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo"(Mt 28.19).

A exemplo dos discípulos, muitas vezes estamos olhando somente para nós mesmos. Não vemos como Jesus vê. A Visão de Jesus contempla as multidões famintas e que não têm pastor. A Visão não fica olhando para as quatro paredes de um edifício e fica contente com o que vê. Quando temos a visão de “olhar para fora”veremos as necessidades espirituais de nossos vizinhos, de nossos colegas e amigos de nossos parentes, das pessoas que cruzamos nas ruas, bancos, supermercados, farmácias, etc, e não conseguiremos ficar indiferentes a isso, por conseguinte falamos do amor de Deus e convidamos para vir à nossa igreja e ao seu pg. "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda". (Jo 15.2).

A Visão contempla as multidões que estão lá fora, famintas e sem pastor. Jesus sabe das nossas condições e que não temos muito para oferecer. No entanto, ele nos envia para que esteja indo em Seu nome. O milagre da multiplicação acontece na medida que vemos as necessidades das multidões como Jesus vê e obedecemos a Sua palavra. À medida que procuramos sanar as necessidades das pessoas que nos rodeiam o milagre acontece da multiplicação acontece. Quantos deixam de ser multiplicadores por achar que nada podem fazer ou porque estão primeiramente olhando para as suas necessidades pessoais? Saia de você mesmo e procure ver as necessidades das pessoas que te rodeiam e você vai ficar surpreso com aquilo que o Senhor Jesus pode fazer através de você. "Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes."(Mt 25.23-30)

Seja um multiplicador de discípulos, faça novos servos para o Senhor Jesus, e você será tremendamente abençoado e próspero.

Pr Pevidor

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PG - CRIADOS COM UMA MISSÃO


Você foi criado com uma missão.
" Da mesma maneira que Tu me deste uma missão no mundo, eu também dei para eles.” João 17:18 (Trad. Livre da Versão Message) " A coisa mais importante é que eu complete minha missão, a obra que o Senhor me deu para executar.” At 20:24 (NCV) Deus está atuando no mundo e deseja que você se junte a Ele. Esse compromisso é chamado de sua missão, e é diferente de seu ministério. Seu ministério é o seu serviço dirigido para os crentes no Corpo de Cristo, enquanto que sua missão é seu serviço para os não crentes no mundo. Você foi criado para os dois. Sua missão de vida é tanto compartilhada, como específica. Uma parte diz respeito a você compartilhar com os outros crentes; outra parte é um compromisso que é exclusivamente seu.

Nossa palavra “missão” vem de uma palavra latina que significa “enviar”. Ser cristão significa ser enviado ao mundo como representante de Jesus Cristo. Ele disse: “Assim como o Pai me enviou, eu envio vocês”. Jesus entendeu claramente sua missão de vida na terra. Com a idade de 12 anos Ele disse: “Meu negócio é fazer a vontade do Pai.” Vinte e um anos mais tarde, morrendo na cruz, Ele disse: “Está consumado”. Como capas de um livro, estas duas declarações incorporam uma vida dirigida com propósitos perfeitamente vivida. Ele completou a missão que o Pai lhe dera.

A missão de Jesus, enquanto aqui na terra, é agora nossa missão, desde que somos o Corpo de Cristo. O que Jesus fez através de seu corpo físico, nós precisamos fazer agora através de seu corpo espiritual, a igreja. Qual é esta missão? Apresentar pessoas a Deus! A Bíblia diz: “Cristo nos transformou de inimigos em seus amigos, e nos deu o desafio de fazer os outros seus amigos também”. Deus quer redimir os seres humanos de Satanás e reconciliá-los consigo mesmo de modo que possamos preencher os cinco propósitos para os quais fomos criados: amar a Deus; ser parte de Sua família; tornarmo-nos semelhantes a Ele; servi-Lo; e falar aos outros a respeito dEle. Uma vez que somos dEle, Deus nos usa para alcançarmos os outros através desses cinco propósitos. Ele nos salva e nos envia. A Bíblia diz: “Fomos enviados para falar de Cristo”.

Somos os mensageiros do amor e dos propósitos de Deus para este mundo. Há muitas razões porque você deve levar sua missão a sério:


1) Jesus ordena que continuemos Sua missão

Ele nos chama não apenas para irmos a Ele, mas também para irmos em nome dEle. Esta missão é tão importante, que Jesus a repetiu por cinco vezes em cinco lugares diferentes e em cinco livros diferentes da Bíblia. É como se, de fato, Ele estivesse dizendo: “Quero mesmo que você faça isto!” Estude essas cinco comissões de Jesus e você aprenderá em detalhes sobre sua missão na terra – o quando, o onde, o por quê e o como. Numa dessas ocasiões, Jesus disse: “Vão às pessoas de todas as nações e façam discípulos. Batizem em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinem todas as coisas que deixei com vocês”. Esta Grande Comissão não foi dada apenas aos pastores, mas a todos os seguidores de Jesus. Observe que essas palavras não são a Grande Sugestão. Sua missão é mandatária, não é opcional, se você é parte da família de Deus. Jesus disse: “Todo aquele que se distrai do trabalho que planejei para ele, não é capaz do reino dos Céus”.

Você precisa se conscientizar de que Deus deixou uma responsabilidade com você a respeito dos não crentes que vivem ao seu redor. A Bíblia diz: “...você deve avisá-los para que vivam. Se você não falar e avisar o ímpio dos seus maus caminhos, eles morrerão em seus pecados. Mas eu vou responsabilizar você pela morte dele”. Você pode ser o único cristão que as pessoas vão conhecer durante toda a vida e sua missão é compartilhar Jesus com elas.


2) Sua missão é um grande privilégio

Embora seja uma profunda responsabilidade, é também uma honra incrível ser usado por Deus. Paulo disse: “Deus nos tem dado o privilégio de avisar a todos para se aproximarem e se reconciliarem com ele". Sua missão envolve dois grandes privilégios: trabalhar com Deus e representá-lO. Tornamo-nos parceiros de Deus na construção de Seu Reino. Paulo nos chama de “colaboradores” e diz “Somos parceiros juntos com Deus".
Jesus nos assegura a salvação, coloca-nos em Sua família, dá-nos Seu Espírito e nos faz Seus agentes no mundo. A Bíblia diz que: “Nós somos seus representantes. Deus nos usa para persuadirmos homens e mulheres, para deixarmos de lado nossas diferenças, entrarmos no trabalho de Deus e para tornarmos as coisas justas entre si. Falamos por Cristo mesmo agora: tornem-se amigos de Deus; Ele é sempre amigo de vocês”.


3) Sua missão é a maior coisa que você pode fazer por alguém

Se seu vizinho tem câncer, ou AIDS, e você conhece o remédio, seria criminoso de sua parte não revelar esse processo de cura. É ainda pior guardar segredo da maneira de como se têm o perdão, a paz, o propósito e a vida eterna. Temos a notícia mais importante do mundo e compartilhá-la é o gesto de maior gentileza que você pode mostrar por alguém. Os cristãos, com mais tempo de fé, esquecem facilmente como é se sentir sem esperança quando não temos Jesus como Salvador. Devemos lembrar que todos precisam de Jesus, não importa quão felizes ou bem sucedidos os homens possam ser. Sem Cristo, eles não têm esperança, estão perdidos e estão indo para a eterna separação de Deus. A Bíblia diz: “Jesus é o único caminho para salvação das pessoas".


4) Sua missão tem um significado eterno

Vai impactar o destino eterno das pessoas, desse modo é mais importante que qualquer trabalho, realização ou objetivo que você alcance durante sua vida na terra. As conseqüências de sua missão vão durar para sempre. Nada mais que você faça será tão importante para as pessoas como ajudá-las a estabelecer uma relação eterna com Deus. Isto nos revela o quão urgente é a nossa missão. Jesus disse: “Todos nós devemos realizar as tarefas que nos foram dadas por aquele que me enviou, o mais depressa possível, pois a noite chega e o tempo do trabalho expira". O relógio da eternidade está batendo, contando as horas de nossa missão de vida, assim não atrase um dia a mais. Comece sua missão de alcançar as pessoas agora! Teremos uma eternidade para celebrar com aqueles que levamos a Jesus, mas temos apenas nosso tempo de vida terrena para alcançá-los.

5) Sua missão dá um significado a sua vida
William James disse certa vez: "O melhor uso da vida é gastá-la em algo que dure para sempre." A verdade é que somente o Reino de Deus é eterno. Tudo na terra vai desaparecer um dia. Sabendo disso, por que você iria dar prioridade a qualquer outra coisa? Paulo disse: "Minha vida não vale nada se não for usada para fazer o trabalho que me foi dado pelo Senhor Jesus - o trabalho de falar aos outros sobre as boas novas da maravilhosa bondade e do amor de Deus". Se você falhar em sua missão, você terá desperdiçado a vida que Deus lhe deu. Por outro lado, se apenas uma pessoa for para o céu por sua causa, sua vida não vai ser considerada como falha. Você não foi colocado na terra para nada fazer ou apenas viver para si mesmo. Deus o convida para participar do que Ele está fazendo no mundo. Sempre que você vir Deus trabalhando, saiba que há um convite para você se juntar a Ele.


O tempo histórico de Deus para a conclusão de seu plano no mundo está relacionado com o completar a missão que Ele lhe deu. Hoje em dia, há um grande interesse na segunda vinda de Cristo e no fim do mundo. Quando isso vai acontecer? Os discípulos fizeram essa pergunta a Jesus exatamente antes Dele subir ao céu e Sua resposta foi muito reveladora. Ele disse: "Não compete a vocês saberem dos tempos e das datas que o Pai determinou pela sua própria autoridade. Mas vocês receberão poder quando o Espírito Santo habitar em vocês; e serão minhas testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra".


Quando os discípulos quiseram falar sobre profecias, Jesus rapidamente mudou a conversa para evangelismo! Ele queria que os discípulos se concentrassem na missão que haviam recebido. Jesus disse: “Os detalhes do meu retorno não são da conta de vocês. Seu negócio é a missão que lhes dei. Concentrem-se nela!” Especular sobre o tempo da volta de Cristo é uma futilidade desde que Jesus disse: “Ninguém sabe a respeito do dia e da hora, nem mesmo os anjos do céu , nem o Filho, mas somente o Pai”. Ora, desde que Jesus disse: “Nem eu mesmo sei o dia e a hora”, por que estamos nós tentando descobrir? O que sabemos com certeza é o seguinte: Jesus não voltará até que todos tenham ouvido as Boas Novas que ele quer que ouçam. Jesus disse: “As Boas Novas sobre o reino de Deus serão pregadas em todo o mundo, a todas as nações. Então virá o fim.” Se você quer que Jesus volte logo, concentre-se em cumprir sua missão e não perca tempo com profecias.


6) Completar sua missão significa dar glórias a Deus
Na noite antes de ser crucificado Jesus conversou com o Pai: “Eu trouxe a Tua glória para o mundo por completar a obra que tu me deste.” Você será capaz de dizer isso ao final de sua vida? É para isso que você foi criado e este é o alvo de sua vida. Deus abençoa a vida dedicada ao seu reino Jesus disse: “Mais do que tudo, ponha a obra de Deus em primeiro lugar e faça o que ele quer. Então as demais coisas serão acrescentadas a vocês.” O segredo de ser abençoado por Deus é participar da agenda divina para o mundo – ser parte do que ele está realizando na terra. Em vez de orar: "Deus, abençoa o que eu quero fazer”, ore assim “Deus, ajuda-me a fazer o que estás abençoando!" Todas as manhãs ore: “Pai, sei que hoje estarás fazendo coisas maravilhosas aqui na terra, e eu gostaria de ter o privilégio de ser incluído em algumas delas". Cumprir a sua missão para a qual foi criado, vai requerer de você abandonar sua agenda e se ajustar à agenda de Deus. Davi orou: "Tira de mim a vontade de fazer qualquer outra coisa que não seja da Tua vontade".


Sua missão começa no momento em que você diz “sim” a Deus em obediência, fé e amor. Você pode pensar em qualquer razão válida que tire você da possibilidade de fazer esse compromisso? A Bíblia diz: “Doe-se completamente a Deus – cada parte do seu ser – pois você foi livrado da morte e vai desejar ser um instrumento nas mãos de Deus, para ser usado para os Seus bons propósitos". Por que não tirar um tempo agora e se comprometer com os propósitos de sua vida?


Rick Warren - (Trad. Erasmo Vieira)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PG - SONHOS DE VIVER


O sonho é algo admirável. O sonho tira muitas pessoas do sério, da fome, da pobreza da marginalização, das margens da sociedade. O sonho faz muita gente entrar nos comércios e departamentos públicos de cabeça erguida, se sentindo alguém. Mas o que é o sonho, apenas um sonho que acaba antes de acordar, e com seu fim, também findam as alegrias que ele trouxe.

Sonho todos os dias com um governo mais humano e justo. Às vésperas de uma eleição presidencial, não consigo ver a luz no fim do túnel para a realidade da miséria brasileira. A política brasileira se contaminou de tal forma que sabemos da corrupção, do enriquecimento ilícito dos governantes, dos crimes adversos, mas não conseguimos ver em alguém, alguma razão para termos esperança; não fazemos nada! Talvez se voltássemos ao regime da Teocracia...!! Tendo os juízes para fazer por nós o que nos cabe fazer...!! Bons tempos de governo.

A igreja foi enviada aos doentes. Essa era a premissa inicial, todavia, com o passar dos tempos, essa premissa também passou. Agora, vemos uma igreja que se preocupa com os sãos. Os sãos dão lucros, os doentes, trabalho. Jesus disse que Ele teria vindo ao mundo para os doentes. Ma a igreja do século vinte e um ignora a missão de Jesus e cuida dos ex-doentes que Ele curou um dia. Entretanto, os doentes de hoje não tem Jesus aqui no mundo, mas também não tem uma igreja de Jesus que se preocupe com eles, porque todo o seu precioso tempo é gasto com os sãos.

Sonho todos os dias com uma igreja de Jesus Cristo que ame a Deus acima de todas as coisas, e que esse amor seja manifesto no seu relacionamento com o próximo, doente e necessitado. Em meus sonhos vejo muitos doentes, feridos e carentes sonhando também, mas os seus sonhos são menores; sonham apenas com possibilidade de haver alguém lhes olhando indiscriminadamente, vendo-os como seres humanos, não como bichos ou incômodos. Eu sonho, eles sonham, nós...

Sonhar com os pobres e necessitados é ter os sonhos de Deus. Os pobres e necessitados têm sonhos simples. Eles têm sonhos de viver. Quanto custa a realização desse sonho? Quanto custa trazer para a realidade uma vida digna, humana, igual? Quanto custa pegar no colo uma criança pobre, sentir seu cheiro, seu calor, sua miséria, sua humanidade? Em meus sonhos o custo dessa realização é bem pequeno, irrisório!

Parece demagogia, mas falar dos sonhos de viver dessa humilde gente, é tocar numa ferida exposta que a humanidade carrega em seu corpo pútrido. Falar dessas coisas incomoda muito, dói, e tenta reacender o altruísmo que hibernou na existência humana há séculos. Na era pós-cristã, vemos que a igreja deixou de sonhar com eles e por eles. Teria deixado ela de ser cristã? sei não! Na teoria eu diria que não! Mas na prática, o que Jesus diria?

Ser um cristão, sem ter atitudes cristãs, é como ser um fariseu, que era membro de um dos principais grupos religiosos dos judeus, e seguia rigorosamente a lei de Moisés, as tradições e os costumes dos antepassados. Boa teoria, mas considerados, pela sua conduta como hipócritas e sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia (Mt 23.27).

Os sonhos de viver, daqueles que estão às margens da sociedade, estão nas mãos daqueles que fazem parte da sociedade, nas nossas mãos. Realizaremos-los, quando nosso rico coração bater, impulsionado pelo seu pobre sangue.


Pr Pevidor

segunda-feira, 22 de junho de 2009

SERVINDO AO MUNDO EM NOME DE DEUS


Atualmente acompanhamos pala tv as atrocidades de mais uma guerra, onde pessoas inocentes pagarão com a vida as ânsias de governantes inescrupulosos. Mas isso tudo também é cumprimento de profecias. Então você poderia se perguntar: o que eu tenho a ver com isso? Essa é a pergunta que as igrejas cristãs tem feito muito, mas descoberto pouco, ou seja, “o que fazer?”


O patrono do cristianismo, o santo Jesus de Nazaré, disse certa vez que a missão de seus seguidores ia muito além do que a lei mandava, e que muitos servos e servas seriam inúteis por apenas fazerem o que se mandava, ou seja, não caminhavam a segunda milha.


De certa forma, a igreja é uma agência de Deus, mas a serviço do mundo. Estamos aqui para servir o mundo no presente, mas anunciando um serviço que pode ter duração eterna. Todavia, para que esse serviço de Deus entre os homens e mulheres seja a caráter de Cristo, precisamos redescobrir nosso papel de agentes de Cristo nesse mundo, também pragmático e obsoleto.


Eu posso parecer insistente na idéia da pastoral urbana, mas ainda não consigo ver outro papel presente da igreja no mundo, sem a luta pela igualdade social, a luta contra a segregação racial, a luta pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento humano igual para todos. Dentro desse aspecto, essa missão é grandiosa. Todavia, quando falamos de ações da igreja para o desenvolvimento humano, parece que falamos de utopia e de uma filosofia antiquada e estranha.

Deus nos deu a oportunidade de oferecermos, em Jesus, uma salvação eterna e eficaz. Todavia, Ele também nos deu poder e condições de oferecer, a um mundo perdido e desastrado pelo pecado, uma salvação presente, real, e já. Não depende de grandes finanças, não depende de grandes preletores, mas de pessoas dispostas a cumprir básicos mandamentos, e de serem seguidores de Jesus Cristo de Nazaré, para que possamos sair da inércia atual, e nos tornarmos igreja eficaz na luta contra o conformismo do nosso século, e contra a banalização do ser humano que jaz ás portas das nossas igrejas.

Você, como igreja, pode fazer grandes ações que promovam Cristo no mundo, e que promovam as pessoas amadas por Deus, que foram deixadas aos seus cuidados. Saia da inércia e dos papeis, e faça algo que glorifique a Cristo e promova o humano á sua volta. Desenvolva projetos relevantes para seu contexto, coloque-os em prática, e verás como é bom servir ao mundo, em nome de Deus.

Rev Pevidor

sexta-feira, 12 de junho de 2009

REVITALIZANDO A IGREJA


Já a muitos anos temos acompanhado discussões sobre o papel da igreja no mundo. O SENHOR tem levantado homens e mulheres para o desempenho de Suas ordens nesse mundo. Uma realidade caótica, dirimível e assassina é a que vivemos em nosso século. Pouco se aproveita nos relacionamentos, e a corrupção degrada cada vez mais o ser humano e seu desenvolvimento.
O termo “igreja” aparece 73 vezes em todo o Novo Testamento. No grego, essa mesma palavra aparece na forma de “ekklhsia”. Isso nos faz entender melhor nosso papel como servos de Deus nesse mundo, uma vez que nos tornamos, pela conversão, igreja de Cristo. Dessa forma, analisemos: a palavra ekklhsia é uma junção de duas pequenas palavras: ek – uma preposição que significa “de, para fora, a partir de”. A segunda parte dessa palavra é klhsia – derivada do verbo kalew, significando “proclamação, proclamar, gritar, anunciar”. Entendemos que nossa função como igreja de Deus nesse mundo, é a de sairmos das portas de nossos tempos proclamando a salvação, e salvando humanidade das mazelas que satanás e o pecado impõe a ela.

Durante muitos anos o catolicismo impôs uma visão ao mundo de que a salvação estava restrita a ela, a igreja, e se os fieis não estivessem na igreja, sua salvação não estaria garantida. Infelizmente alguns dos os grandes pensamentos bíblicos causadores da reforma protestante do século dezesseis não mais são vivenciados em nossos dias. Um deles é essa questão da salvação através da graça. O catolicismo romano pregava que para a salvação, as pessoas precisavam vir para a igreja. Hoje em dia o protestantismo vive, pelo menos na prática, essa mesma idéia de que as pessoas é que precisam vir para a igreja, se quiserem obter qualquer tipo de salvação.

O exemplo do Mestre nos mostrou o quanto Ele pouco se preocupou com as pessoas que estavam nas trevas, no mundo. Por isso os evangelistas tanto enfatizaram o quanto Ele andava pelas vilas, cidades, aldeias, pregando, curando, libertando, ressuscitando as pessoas que estavam à Sua volta, em Seu contexto social. Todavia, quando vemo-lO entrando no templo, nas suas raras vezes, Ele entrava para condenar o descontexto em que viviam as sinagogas e o templo de Jerusalém na pessoa de seus fieis e líderes.

Fazemos parte de uma época da qual viemos não sem razão, mas com uma missão a ser cumprida por nós, em nosso século. Sinto muito forte o peso de ser um servo de Deus, no mundo, próximo ao último dos últimos dias. Mas não vejo de Deus a missão de clausura, conventos ou abstenções da convivência no meio social, pois aqui estão aqueles que jazem nas trevas, andando errantes, obscuramente pela vida a fora, sem rumo e ainda sem salvação. Assim, mesmo que pese, nossa missão é no mundo, não fora dele.

Precisamos a cada dia redescobrir nosso papel como igreja de Deus nesse mundo, seguindo fielmente o exemplo de Cristo, dando exemplos maiores de luta pelo ser humano, de envolvimento pelo desenvolvimento de nosso contexto social, numa luta pelas vidas que Deus colocou à nossa volta. Precisamos revitalizar nossas igrejas para que elas, através de seus fiéis e lideranças, dêem maiores exemplos de cuidado humano e preocupação pelo social. Precisamos seguir os exemplos de nossos antepassados, a começar por Jesus e os reformadores, para nos orgulharmos de nossa fé, mas também de nossas obras, promovendo salvação eterna, mas também presente às necessidades humanas de nossas cidades.

Nosso papel como servos de Cristo vai muito além dos nossos púlpitos, dos portões de nossas igrejas. Nossa missão não está dentro das paredes das igrejas, mas dentro das casas, das fomes, das doenças, da vida de pessoas amadas por Deus, mas que ainda estão nas trevas, aguardando que nossa luz saia debaixo de um vaso, e seja útil um mundo cheio de pessoas em trevas e desnorteadas, sem rumo para uma vida em abundância, e sem rumo para a Nova Jerusalém.

Rev. Pevidor

sábado, 6 de junho de 2009

PG - PORQUE DEUS AMOU A CIDADE


"Porque Deus amou ‘a cidade’ de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(Jo 3.16)

Amar a cidade. Parece utopia! Todavia basta um olhar despreconceituoso para a Escritura e veremos que a ação de Deus, desde o início foi uma ação urbana. Em Gn 4.17 encontramos pela primeira vez menção da palavra ‘cidade’, e a partir daí encontramos: Cidade AT/NT: 774 vezes; Vilas AT/NT: 11 vezes; Aldeias AT/NT: 82 vezes; Aldeia AT/NT: 14 vezes.

O Senhor Jesus nasceu numa cidade, cresceu nela, desenvolveu Seu ministério em cidades, enviou seus discípulos às cidades, instituiu Sua igreja na cidade, e deu ordem a todos os conversos para cuidarem da sua cidade. Deus criou o homem um ser sociável, e por isso ele depende da cidade, das pessoas da cidade para viver. Assim, vemos o amor de Deus, bem como Seus olhos repousados sobre tudo o que se passa na cidade, suas alegrias, festas, suas misérias e dificuldades.

Certa vez um irmão disse: “pastor eu sinto tanto ver aquelas pessoas faveladas, não tendo o que comer, o que vestir, não tendo onde morar e sem saúde!” Esse é o sentimento que toma conta do coração de muitas igrejas. Elas se condoem, e até choram quando ouvem falar dos problemas que vivem a maioria das pessoas à sua volta. A igreja está na cidade (Jo 17.15), e essa cidade vive numa esfera de miséria, fome, nudez, doença, choro e morte. Mas o sentir muito não faz parte do dicionário de Deus. Sentir muito não mata a fome, veste uma roupa, trata a saúde e não seca as lágrimas.

O Senhor Jesus foi um heróico lutador contra a desigualdade e por uma cidade melhor. Os reformadores também promoveram a reforma da igreja pensando numa cidade melhor para o povo viver. Essa tarefa de lutar por uma cidade melhor é também nossa hoje. Deus amou a cidade! isso é ótimo! Cristo amou e morreu pela cidade! Maravilhoso! Os reformadores morreram por um ideal mais justo! Parabéns! todavia pergunto: o que a igreja está fazendo hoje? O que significa para a igreja do século XXI, trilhando o terceiro milênio, o amor de Deus, a morte de Cristo e o sacrifício dos reformadores? Se não amamos nossa cidade, anulamos em nós, tudo que eles fizeram por ela.

O evangelho, desde o seu início anuncia as boas novas de salvação, mas não uma salvação que estava longe, lá na vida eterna, mas salvação que começava a fazer a diferença na vida pessoal ali mesmo, a partir do encontro com Cristo. Jesus e seus discípulos andavam de Norte a Sul, de Leste a Oeste anunciando que o Reino de Deus já estava entre o povo, na cidade, e que seus moradores já podiam desfrutar de uma salvação, vida eterna, do amor () ágapê de Deus, de Sua compaixão e misericórdia na esfera do já-agora. Com o passar do tempo a igreja manteve na íntegra esses princípios de evangelização. Ela se dedica quase a totalidade de seus serviços a pregar o que Jesus pregou. Contudo, há uma diferença entre a igreja de hoje e o Jesus de ‘ontem’. Pregamos o que Ele pregou, mas não vivemos ministerialmente o que Ele vivenciou em Seu ministério.

Como já disse, hoje ensinamos o que Jesus ensinou, mas não vivemos como Ele viveu. Ele estava na cidade, no povo, nos problemas deles. Não podemos negligenciar o fato de que “o próximo está na cidade: tem fome, tem história, tem cor, tem gênero, é um ente real. Como poderíamos viver o ideal evangélico de amor/serviço fora da cidade?”{Clóvis P. de Castro}. O evangelho de hoje está totalmente desprovido, com raras exceções, do ver, de compaixão, do compadecimento, e do estender as mãos. Ignorar as necessidades do próximo é ignorar a real presença de Deus na cidade. Mas, infelizmente, ser diferente hoje em dia é justamente aquele que tem o hábito de estender suas mãos a um necessitado.

Porque Deus amou a cidade, nós também, como seus súditos, devemos amar nossa cidade com um amor sacrificial. Quando Jesus Cristo nos deu a grande comissão Ele disse: ”mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto na cidade de Jerusalém como em todas as cidades da Judéia, da Samaria e até aos confins da terra”(At 1.8). diante disso, concluímos que recebemos poder somente quando o Espírito Santo repousa sobre nós. Quando isso acontece é porque há algo a ser feito: ser testemunha dos atos, das ações e das palavras de Jesus; uma tríade inseparável e indissolúvel num ministério segundo o modelo de Cristo. O poder que recebemos não tem outro motivo a não ser para testemunhar com nossas ações práticas “o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo...” (Lc 24.19).


Rev Pevidor

segunda-feira, 1 de junho de 2009

PG - ORAÇÃO QUE GERA AÇÃO


Certa vez encontramos o SENHOR Jesus dizendo que a Seara era muito grande, mas os trabalhadores muito poucos. Hoje em dia creio que se Jesus repetisse essa frase, ele acrescentaria que além de serem poucos os trabalhadores da Seara, dos poucos que ainda tem, muitos são inaptos, inadequados ou despreparados para a obra da Seara (Mt 9.37-38).
No Brasil, encontramos centenas de tipos de igrejas diferentes, das mais desorganizadas às mais organizadas, das mais recentes, às mais históricas, das mais tradicionais, às mais pentecostais. Todavia, se há uma característica que em todas é singular, é a de nada se fazer em prol dos “pequeninos” (Mt 10.42,18.6,10,14, 19.14, 25.40-45). Elas se ocupam em suas brigas teológicas ou em defender seus usos e costumes, sua historicidade, seus antepassados que geraram suas linhas teológicas e seus credos. Assim deixaram de ser igreja do Reino, e se tornaram igrejas de Calvino, de Wesley, de Armínio, de um Reverendo aqui ou ali, de um profeta ou bispo. Essas igrejas deixaram de ser igrejas de Jesus ao serviço de Seus pequeninos, para se tornar igrejas de ditadores humanos e carnais.
É preciso fazer uma reflexão: queremos ser igrejas de Deus ou de Homens? Quem está comandando as igrejas nos tempos em que estamos vivendo? Ainda ontem ouvi a mensagem de um Reverendo, na qual ele mui orgulhosamente declarou que gastaram três milhões de dólares na construção de seu mais recente templo. Eu não vejo problema algum em se construir um grande templo ao SENHOR. Todavia eu pergunto se o simples Jesus se sentaria nos bancos aburguesados para assistir aos cultos suntuosos, cultos esses que geralmente são realizados para agradarem a homens e não a Deus, enquanto a população está passando fome às margens da igreja de três milhões de dólares.
Como sacerdote de uma igreja brasileira, eu me coloco a refletir na conduta de nossa igreja como entidade religiosa, em se analisar a sua conduta diante do mundo, se realmente está sendo uma conduta de Cristo, nosso Mestre, diante do mundo em trevas. Há alguns meses foi lançado uma campanha com um excelente slogan: justiça, educação, saúde, união, segurança – de onde nos virá o socorro? Todavia, há tempos ouvimos esse mesmo clamor que vem do mundo: de onde nos virá o socorro? O mundo clama por justiça, por educação, por saúde, por segurança e eu pergunto, o que a igreja tem feito para silenciar o clamor de socorro que vem do mundo? ela tem feito algo para socorrer? Sermos parciais com a miséria do mundo, ignorar o clamor que vem do mundo, é ignorar o amor de Jesus pelos Seus pequeninos, é transgressão do maior mandamento, é desobediência aos mandamentos divinos, é uma prática pecaminosa, horrenda, desumana, satânica, e passível de juízo eterno.
Essa semana, conversando com um dono de posto de combustível de nossa cidade, debatíamos sobre o que a igreja tem feito como agência de Deus no mundo, em prol dos menos favorecidos. Quase sempre nada. Temos um grande poder em nossas mãos. Todavia, ainda não vi a igreja se manifestar publicamente sobre as injustiças sociais que afetam 80% da população brasileira, sobre os altíssimos impostos cobrados pelo governo, sobre o baixo salário mínimo em detrimento do altíssimo salário dos governantes; ainda não vi a igreja se manifestar publicamente sobre as filas de hospitais e o terrível atendimento do SUS, e nos postos de saúde; ainda não vi a igreja se manifestar sobre as guerrilhas, traficantes e corrupções na polícia que estão acabando com a paz da população brasileira nos grandes e pequenos centros. De onde nos virá o socorro? Será que Deus mandará novamente Gideão (Jz 7) ou o Anjo do SENHOR para salvar a população que necessita de salvação? Creio que não, pois assim, a igreja não mais teria razão de existir. Essa é uma guerra nossa, da igreja militante; é nossa missão, e devemos fazer algo agora, urgente, já.
A oração é um poderoso aliado da igreja militante. Creio que a razão de Deus nos ordenar à oração é a causa de essa palavra nos conduzir à ação. Por isso or-ação, nos tira da imparcialidade, da inércia, das letras frias e nos transporta para o armagedom da salvação e à resposta ao clamor de socorro do mundo, dos pequeninos de Jesus.
Sejamos igreja que ora e age. Façamos alguma coisa pelo nosso Brasil, e por esse sofrido povo. Se clamarmos a Deus Ele nos responderá, e através de nós, igreja dEle no mundo, o clamor dos aflitos e necessitados será respondido, e como o bálsamo sobre seus sofrimentos nossas palavras e ações contribuirão para, indistintamente, a aplicação a todos da Justiça, da Educação, da Saúde, da união e da segurança. O socorro aos necessitados virá do Deus Yhaweh, através da Igreja do Deus Yhaweh. Esse socorro virá ao mundo pelo qual Cristo morreu, mas através da Igreja que o mesmo Cristo instituiu para ser Seu representante.

Rev Pevidor

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PG - ONDE ESTÁ O FUTURO?

“Edificai vós cidades para as vossas crianças” (Nm 32.24).



O Brasil é um país muito rico em matas, minerais, cultura, território e em igrejas. Certamente podemos viver alheios às catástrofes financeiras de outros países. Deus não é brasileiro, mas podemos perceber sua mão abençoadora sobre esse país, que até poderíamos compara-lo a um paraíso terrestre. Temos tudo de bom para a sobrevivência e desenvolvimento humano. Temos também a falta de tudo que é ruim em muitos outros países: furacões, vulcões, tornados, terremotos, maremotos, secas, nevascas, etc. Temos um país onde tudo que se planta dá, onde podemos produzir frutas de regiões tropicais, e no mesmo país, produzir frutas de regiões gélidas.

Temos a maior mata tropical do mundo, o pulmão do planeta azul. Temos também a maior quantidade de rios e águas doces, espécies de animais, plantas medicinais e uma terra abençoada por Deus em que, mesmo Portugal se enriquecendo com os Brasilis Minerais, ainda nos restou uma riqueza capaz de fazer de nossa terra um oásis no planeta terra.

A despeito de tanta riqueza brasileira, percebemos que sua população cada vez mais está vivendo como se morasse no deserto. Essa semana tivemos uma chuva de pedras grandes em nossa cidade. Meu teto parecia que ia desabar. Quando a tempestade passou, fui até meu jardim e, enquanto caminhava entre aquele camada branca de gelo, pensava como havia passado por essa tempestade aquelas pessoas que viviam em lonas, nas ruas, nas sarjetas. No dia seguinte, fui ao Projeto Coletores de Papel que desenvolvemos em nossa cidade, e conversava com alguns dos coletores sobre o temporal, e a grande maioria estava sem teto, destruído pelas pedras, e o pouco que possuíam, perderam.

A riqueza brasileira poderia muito bem mudar a realidade da maioria da população brasileira. Quando olhamos para essas riquezas, vemos que elas poderiam ser mais bem utilizadas para o desenvolvimento humano do ser humano que Deus colocou nesse belo e rico país. Todavia, a riqueza que mais poderia fazer algo pelas pessoas desse país, são as igrejas nele implantadas. São diversas, de diferentes doutrinas e linhas teológicas, de templos suntuosos, e taperas de adoração, ricas e pobres; mas um Deus existe apenas, e se todas são adoradoras do mesmo Deus Criador, elas tem o maior sustentador que a humanidade pode ter. aquele que provê todas as necessidades humanas, o grande Yhaweh.

O governo brasileiro detém uma grande riqueza nas suas mãos. Todavia vivem e governam como medíocres e derrotados, dependentes de um país que insiste em manter, quem eles querem, na miséria, dependentes deles. Da mesma forma, a igreja brasileira detém uma grande riqueza nas mãos, e tem ao seu lado o mais poderoso Ser, o Grande Eu Sou (hyh), aquele que está atento às suas orações. Todavia, vemos uma igreja que vive como derrotada, que desconhece seus valores espirituais, e que, como conseqüência, descuida daqueles que estão à sua volta. Essa prática implica em condenação e desgraça eterna àqueles que abandonam o pobre em detrimento de seu bem estar. Em Mt 25.41-45 Jesus diz: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.”

Diante disso, volto ao texto inicial e pergunto: Que cidade estamos edificando para nossas crianças?, que futuro estamos edificando para as crianças brasileiras. A conduta humanitária brasileira está criando expectativas futuras para elas?, o investimento nos estudos de agora darão base para um futuro melhor? Se o país é tão rico, onde está a aplicação dela?

Os governos têm sido corruptos, e em nada se preocupado em construir uma cidade para nossas crianças; o povo brasileiro tem se acovardado diante das injustiças sociais praticadas em nosso Brasil; e a igreja, essa tem se silenciado, se preocupando com uma salvação eterna, se esquivado e se esquecendo de que a salvação é, antes de ser eterna, presente, aqui e agora, àqueles “mais pequeninos” que Jesus deixou em seu contexto urbano próximo e distante.

Vamos desistir ou vamos insistir? Depende de você e eu, individualmente ou coletivamente começarmos uma luta para a salvação presente daqueles que, quem sabe no meio deles encontraremos o Rei dos reis, excluído, miserável, pobre e simples pequenino.


Rev. Pevidor

quinta-feira, 14 de maio de 2009

INOVAÇÃO NA HORA DE EVANGELIZAR




Muitas são as maneiras usadas pelas igrejas a fim de espalhar as boas novas de Deus. No entanto, a mais comum são os folhetos. Eles tratam de diversos temas, chamando para a igreja a pessoa aflita, enferma, solitária, etc. Apesar de ser o mais utilizado o método encontra barreiras, entre outras, no analfabetismo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 14 milhões de brasileiros com idade superior a 15 anos não sabem ler nem escrever. Além disso a banalização dos folhetos faz com que as pessoas não dêem atenção ao que recebem. E muitas vezes elas acabam jogando fora antes mesmo de ler.

Em Curitiba, o Pastor Alexandre Pevidor resolveu inovar na maneira como propaga o evangelho. Depois de enviar cartas convidando os vizinhos a conhecerem sua igreja, tática que resultou na conversão de uma família inteira, a instituição começou a produzir e distribuir folhetos eletrônicos.

Os dvd´s são gravados na igreja, nos parques e pontos turísticos da cidade. A idéia foi do próprio pastor. “Este projeto missionário urbano surgiu da necessidade de alcançar as pessoas com um modelo de evangelismo moderno, atraente e eficaz, uma vez que os brasileiros lêem pouco, mas assistem muita televisão”, conta. Uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2005, revela que 90% dos lares do país possuem ao menos um aparelho de tv. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), os brasileiros vêem televisão aproximadamente 5 horas por dia. “Pensando nisso, iniciamos este projeto que é um instrumento massivo de evangelização, quebra barreiras, entrando nos lares indistintamente, utilizando uma linguagem pessoal, não frio como o papel”, completa Pevidor.

A distribuição dos dvd´s é gratuita e fica por conta dos membros da igreja, que, juntamente com voluntários, financiam o projeto. “Produzimos cópias e deixamos no salão da igreja, à disposição para que levem quantos quiserem e façam missão, presenteando aquelas pessoas que desejam evangelizar”, diz. Além disso os visitantes também recebem um dvd de presente quando são apresentados no final do culto.


Um membro da igreja conta que tem distribuído as mídias no local onde trabalha. “ Muitos amigos elogiam a mensagem e pedem mais dvd´s. Sendo assim a semente está lançada”, destaca. o Pastor Alexandre Pevidor conta ainda que a cada mês centenas de pessoas estão sendo evangelizadas. “Temos atingido em média mil pessoas por mês. Algumas delas já vieram conhecer a igreja porque receberam o DVD em casa. As sementes são plantadas, os frutos virão, certamente”, afirma.

Até o fim deste ano, os jovens da igreja preparam uma ação de distribuição em massa dos dvd´s na região onde está localizada. Além disso a igreja busca recursos para produzir 10 mil cópias que serão distribuídas gratuitamente nos terminais de ônibus dos bairros próximos à igreja. Caso alguém tenha interesse em patrocinar o projeto missionário urbano, conhecer melhor o projeto ou ainda adquirir os dvd´s, pode entrar em contato com o pastor Alexandre Pevidor através do e-mail alexandre_pividori@hotmail.com

LEGENDAS:

Foto 1: Na hora da apresentação, visitantes ganham dvd de presente

Foto 2: Pastor Alexandre produz os dvd´s que são distribuídos gratuitamente

terça-feira, 5 de maio de 2009

PASTOR OU EMPREGADO?


Estamos em um novo século. Tudo é muito novo e se transforma em uma rapidez sem igual. Vemos a transformação da arquitetura, da ciência e da tecnologia, vemos as mudanças no comportamento humano, no clima e na sociedade em geral.

A igreja cristã faz parte desta sociedade, composta por pessoas sociais, e portanto, inerente a todas essas transformações. Eu acredito que a igreja deva evoluir com o tempo. Esta evolução não se caracteriza em mudanças teológicas doutrinárias, mas na forma de encarar sua ação e o desenvolvimento ministerial na igreja e no mundo. Eu sou de um tempo em que a grande discussão na igreja era se deveríamos usar bateria ou não, se aprovaria o uso da guitarra ou se continuávamos apenas com o amônio tocado a pedal. Parece sem sentido, mas nas décadas de 70 e 80 este era o grande conflito nas igrejas, a abertura para instrumentalização na igreja, até então vistos como “coisa do diabo (guitarra, bateria e palmas)”. Hoje as discussões são mais modernas e sobre elas eu quero escrever algumas linhas.

Lembro-me de meus avós, do quanto se dedicaram ao sagrado ministério. Eram homens dedicados e fieis ao seu chamado. A igreja se reunia e todos caminhavam com “alegria e singeleza de coração”. A igreja era unida, alegre, havia comunhão e grande parte do trabalho pastoral era visitar os crentes e preparar suas mensagens para o culto. Ele eram pastores!

Há alguns dias ouvi uma frase que me levou a essa reflexão: “O pastor é o empregado da igreja”, esbravejou um jovem. Será que este é o tempo da mudança? Esta é a hora da mudança dos termos: vocação X profissão, pastor X empregado, côngruas X salário, igreja X empresa?

A grande questão aqui relacionada não diz respeito ao termo em si, mas aos valores empregados nos relacionamentos dentro da igreja contemporânea. Aconselhamentos, advertência e disciplina pastoral eram atitudes comuns na antiga (décadas de 70 e 80) igreja, era algo comum e aceitável com louvor o zelo pastoral na vida dos fieis. Na igreja contemporânea os membros de uma igreja não aceitam mais a interferência em suas vidas de qualquer pessoa, sequer alguma interferência pastoral. Se o pastor age assim é tido como intruso, e a principal ameaça é sair da igreja.

Na igreja contemporânea as pessoas querem seguir seu próprio estilo de vida, sem qualquer ameaça. Frequentam uma determinada igreja sem nem mesmo saber a história daquela denominação, simplesmente estão ali, até serem “contrariadas” e mudarem de igreja.

Mas, voltando ao nosso assunto central, percebemos que uma migração de valores está acontecendo neste exato momento. Igrejas surgem a cada dia com o nome de igreja, mas com o ideal empresarial. Uma empresa com nome de CNPJ de igreja é isenta de vários impostos, e, principalmente, está livre do leão (Receita Federal). As empresas eclesiásticas querem ser empresas, mas querem contratar pastores, sim, pois eles recebem côngruas e não salários. Estas empresas não terão obrigações contratuais com um empregado, pois, mesmo sendo empresa, elas têm o CNPJ de igreja, por isso não tem obrigações com empregados, pois, eles são “pastores” para trabalhar, não empregados.

Por fim, cabe aqui a discussão: pastor ou empregado? Como a igreja deve ver a pessoa que assume o ofício pastoral na igreja local? Segundo o STJ, “o vínculo de pastor com Igreja pode ser caracterizado como relação de trabalho. Apesar de não ser uma relação empregatícia, as atividades que pastores exercem em Igrejas podem ser consideradas como trabalho. Essa foi a decisão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que seguiu, por unanimidade, o voto do relator, ministro Humberto Gomes de Barros, em um conflito de competência da Justiça de Santa Catarina[1]”. O STJ está muito preocupado com a realidade dos pastores. Obviamente, tê-los como empregados, implicará em obrigações das leis trabalhistas como: carteira assinada, FGTS, horas extras, adicional noturno e demais direitos trabalhistas. A nossa constituição Federal, quis diferenciar os direitos assegurados à categoria dos empregados:
Art. 7º: IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
XXIV - aposentadoria;
[2]

Mas...voltando para nossa discussão, a quem interessa ter pastores ou empregados? Será retrogrado reconhecer as pessoas que lidam no sacerdócio como “vocacionados, chamados, ministérios, ou, simplesmente, pastores(as)” ou essas pessoas tem realmente o direito de um trabalhador comum, com seus deveres como funcionário da igreja local, bem como seus privilégios nos termos da lei? Realmente, diante da crise cristã que vivemos, não sei responder.

Meus avós foram pastores. Hoje não sei o que seriam. Precisamos refletir no que é a igreja, ou no que tem se tornado a igreja para nossa geração. Uma representante do Reino de Deus, encarregada de levar o Evangelho aos pecadores, um local de harmonia, onde se pratica os sagrados ensinos bíblicos como o Apóstolo Paulo nos ensina: “Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria. Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; agüentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Repartam com os irmãos necessitados o que vocês têm e recebam os estrangeiros nas suas casas. Peçam que Deus abençoe os que perseguem vocês. Sim, peçam que ele abençoe e não que amaldiçoe. Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram. Tenham por todos o mesmo cuidado. Não sejam orgulhosos, mas aceitem serviços humildes. Que nenhum de vocês fique pensando que é sábio! Não paguem a ninguém o mal com o mal. Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros. No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” as façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha. Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem.”[3]

Acredito que estas não deveriam ser nossas preocupações, não eram as de Jesus. Fico preocupado, pois isso mostra claramente que o cristianismo evangélico está caindo nos erros do cristianismo da Era das Trevas, ou do “século escuro, de ferro e de chumbo”[4] de onde partiu o total declínio da igreja por causa do pecado, da soberba, da falta de espiritualidade e da vontade humano sobreposta à Palavra de Deus. Quem sabe não estamos caminhando para uma nova reforma, agora não católica X protestante, mas evangélica X ?.

É hora dos cristãos evangélicos repensarem o seu papel de igreja. Serem cristãos evangélicos na palavra e no comportamento, sem brechas para satanás minar e destruir a igreja. Enquanto as discussões tomam o tempo da igreja, milhares de vidas seguem, sem rumo em um mundo perdido e escuro pelo pecado, enquanto a igreja evangélica se divide em opiniões baratas e humanistas, as seitas, o demonismo e a Nova Era se fortalece e cresce, doutrinando aqueles que Jesus colocou no mundo para que fossem cuidados, amados e doutrinados pela igreja evangélica.

No amor de Cristo.

Pastor Alexandre Pevidor

[1] www.stj.gov.br
[2] Constituição Federal
[3] Romanos 12.1-21
[4] A Era das Trevas, Justo L. Gonzales, pg 177. Ed. Vida Nova, 1991.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PG - O POBRE E O REI


Quem é pobre por opção? Ainda não conheci nenhum. Todavia conheço centenas de pobres às margens de uma sociedade tão rica. Eles são famintos, desnudos, sem teto, sem terras, sem comida, sem dignidade, sem direitos.

Várias são as entidades envolvidas no cuidado do pobre. Movimentos diversos que dizem lutar pelos direitos dos pobres, mas grande parte deles são aproveitadores, não passam de urubus da miséria do próximo.

Quem é o próximo? Ele existe? Há! Sim! Ele existe para sustentar as campanhas políticas, os salários dos governantes e o sucesso de projetos humanitários que tem como único objetivo a promoção de seus inventores, ou seja, uma finalidade política. Aqui os encontramos, os pobres!

Porque a miséria nordestina nunca acaba? São estados, na maioria bem pequenos, aparentemente de fácil administração, mas, parece que nossos políticos são incapazes de resolver os "pequenos" problemas, e passam meses discutindo problemas ainda menores da nação. Quando vemos fazendas nordestinas, compradas por agricultores gauchos, e que produzem ricamente as melhores frutas na nação, e diga-se de passagem, nenhuma delas, pela grande qualidade fica na terra brasilis, mas é vendida ao exterior, pois os brasileiros se acostumaram a viver de sobra e de "porcaria", paro para pensar: se os gauchos conseguem produzir nas terras nordestinas, o que falta para que os próprios nordestinos vivam e sobrevivam da sua seca terra? Claro que os currais eleitorais desabariam à medida que aquele povo sofrido recebesse educação e comida. Porque o continente africano é esquecido das Organizações Mundiais, dos governos das nações ricas? Ás vezes não paramos para pensar que as grandes indústrias bélicas se concentram nas nações mais ricas do mundo, e sempre vemos pobres e famigerados africanos se matando em guerrilhas sem fim, com armas produzidas nos ricos países.

A Igreja Cristã Católica e Protestante faz parte desse meio. Ricas e pomposas, com canais abertos e fechados de tv, com os Shows da Fé, as Vitórias em Cristo, as Igrejas do 'Poder', mas ainda em uma nação com problema Universal que ninguém quer resolver: as diferenças. Igrejas com templos suntuosos, com imagens riquíssimas, com altares de ouro fino e com um orgulho acima de toda riqueza dessa rica terra de um pobre povo. No seu contexto não há pobre. Pobre Jesus! Missionário do Reino de Deus com ricas igrejas, mas pobres espíritos. Onde sentaria Jesus nos orgulhosos templos do terceiro milênio? Quem disse que Ele sentaria ali? Sei não! Ali não assenta pobre, apenas Pobre de... Depende, se Ele se apresentar, e apresentar-se como Rei, tudo bem, mas como um pobre a mais nessa sociedade excluída, dificilmente!

O Rei veio para os pobres, e como em Daniel 4.27 diz: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniqüidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranqüilidade”;

Use de misericórdia para com os pobres que o SENHOR colocou em suas mãos, talvez, entre eles, você encontre um Rei.

Rev. Pevidor



quinta-feira, 23 de abril de 2009

PG - NO CÉU TEM PÃO?


Há muito tempo atrás o Messias veio ao mundo salvar pecadores. Os judeus não esperavam um Rei tão pobre e simples, mas foi assim que Ele veio. Semelhantemente a Ele, a Sua Igreja Primitiva também começou seu ministério com os pobres, é claro que no meio deles havia algum rico também. Todavia o ponto principal é: o que nós, Igreja de Cristo no séc XXI podemos fazer pelos pobres, qual Evangelho devemos pregar a eles.

A Igreja deve anunciar a salvação indistintamente a todos. Todavia, as necessidades daqueles que recebem esse Evangelho do Reino de Deus no mundo, são variadas, e nem todos necessitam do mesmo alimento. Há aqueles que, após se alimentarem com o Evangelho, necessitam apenas de um tapinha nas costas e um sorriso acompanhado com um “Ide em Paz”! há outros que o alimento espiritual do Evangelho não tira o ronco e a dor do estômago vazio, não aquece a pele do frio, e, por mais que dê uma esperança futura de salvação, não contribui para uma salvação presente, já, ainda no mundo.

Essa semana fiquei chocado com um relato de uma criança do faminto nordeste brasileiro que, ao colo da mãe, já em estado de inanição e sem forças, se virou para sua mãe e perguntou-lhe: “mãe, no céu tem pão?”, e morreu. Essa criança morreu por falta de amor, de paixão, de misericórdia, de uma política justa, de uma sociedade humana, de um Evangelho prático, de uma igreja atuante e de uma preocupação social. Ela morreu por falta de comida, por fome. No seu último suspiro, ela só tinha uma preocupação: será que no céu que a Bíblia e o cristianismo falam, há pão para matar a fome?, será que no céu, o pão é real, ou apenas palavras frias e sem sustento, como as palavras dos representantes do céu aqui na terra? Será que no céu o Evangelho é para os pobres?

Quando alguém morre de fome, de frio, por falta de tratamento de saúde, etc, ela é assassinada. É um crime doloso. Mas, o crime só é um crime quando o criminoso é um pobre! Matar alguém de fome é o crime mais horrendo, infame, desgraçado e demoníaco que podemos cometer. Sei que você poderá dizer que jamais mataria alguém. Todavia eu te pergunto: o que você tem feito para dar vida a essas pessoas? o que sua comunidade cristã tem feito, além de palavras, para dar vida, e não sentença de morte aos miseráveis que nossa sociedade produz?

O Evangelho dos pobres nos dá poderes e autoridade para desenvolvermos missões que vão além das paredes de um congresso, uma missão que penetra nas entranhas de uma pessoa carente, nas suas células e produz vida saudável e vida em abundância presente e futura. Todavia, antes de tratarmos dessas pessoas, precisamos tratar de nós mesmos, dos nossos conceitos de cristianismo, do nosso entendimento de Evangelho,e , principalmente, da nossa compreensão de missões.

Há algumas ações, dentro do cristianismo mundial, que, mesmo que fragmentadas aqui ou acolá, realizam uma missão urbana eficaz no combate a pobreza e ao desenvolvimento humano. Dentre alguns casos cito o do cristão S.K. Baliyarsingh, chefe da AKSS, que desenvolve projetos de alimentação de desenvolvimento humano às crianças da Índia. Em outra parte da Índia podemos citar o trabalho do Sr Thomas Paul Jr , que trabalha no desenvolvimento humano na região de Kottayan. Recentemente recebi um contato do Sr Sohail, que trabalha para o desenvolvimento humano das pessoas na comunidade de Youhanna Abad Colony, no Paquistão. Em um trecho da carta que me enviou ele diz: “meu povo está vivendo abaixo da linha de pobreza, mas estamos dando o melhor para erradicarmos a pobreza”, e em outro trecho: “a grande maioria das nossas crianças não vão à escola por causa da pobreza, o povo não tem água limpa pra beber”.

O Evangelho da salvação nos ensina a desenvolvermos uma missão que produza vida, vida aqui na terra, e vida eterna em Cristo Jesus. Você possui todas as armas necessárias para realizar essa missão: dois braços, duas mãos, e um Manual. Talvez esteja te faltando, enquanto discípulo do pobre Jesus de Nazaré, apenas sair de sua inércia, e começar a produzir vida nas pessoas que estão sedentas e famintas à sua volta, e às voltas da sua igreja. Lembre-se que o pastoreio de Jesus não foi somente aos judeus, mas aos doentes às voltas das sinagogas.

Assim, te desafio, enquanto pastor ou sacerdote de uma comunidade cristã, protestante ou não, enquanto cidadão urbano, enquanto ser humano, a fazer algo, a partir de agora, pelo desenvolvimento humano daqueles que estão às margens da sociedade em que você vive. Faça alguma coisa, mesmo que pequena, mas faça! Mobilize sua igreja, sua comunidade, sua sociedade a lutar para o desenvolvimento humano daqueles “pequeninos” que estão à sua volta. Se você começar a fazer algo, muitas pessoas também farão, e, certamente você terá o maior aliado ao seu lado, o pobre, mas rico Jesus Cristo de Nazaré.
Rev. Pevidor

quarta-feira, 22 de abril de 2009

PG - O EVANGELHO DOS POBRES



Há muito tempo atrás o Messias veio ao mundo salvar pecadores. Os judeus não esperavam um Rei tão pobre e simples, mas foi assim que Ele veio. Semelhantemente a Ele, a Sua Igreja Primitiva também começou seu ministério com os pobres, é claro que no meio deles havia algum rico também. Todavia o ponto principal é: o que nós, Igreja de Cristo no séc XXI podemos fazer pelos pobres, qual Evangelho devemos pregar a eles.


A Igreja deve anunciar a salvação indistintamente a todos. Todavia, as necessidades daqueles que recebem esse Evangelho do Reino de Deus no mundo, são variadas, e nem todos necessitam do mesmo alimento. Há aqueles que, após se alimentarem com o Evangelho, necessitam apenas de um tapinha nas costas e um sorriso acompanhado com um “Ide em Paz”! há outros que o alimento espiritual do Evangelho não tira o ronco e a dor do estômago vazio, não aquece a pele do frio, e, por mais que dê uma esperança futura de salvação, não contribui para uma salvação presente, já, ainda no mundo.


Essa semana fiquei chocado com um relato de uma criança do faminto nordeste brasileiro que, ao colo da mãe, já em estado de inanição e sem forças, se virou para sua mãe e perguntou-lhe: “mãe, no céu tem pão?”, e morreu. Essa criança morreu por falta de amor, de paixão, de misericórdia, de uma política justa, de uma sociedade humana, de um Evangelho prático, de uma igreja atuante e de uma preocupação social. Ela morreu por falta de comida, por fome. No seu último suspiro, ela só tinha uma preocupação: será que no céu que a Bíblia e o cristianismo falam, há pão para matar a fome?, será que no céu, o pão é real, ou apenas palavras frias e sem sustento, como as palavras dos representantes do céu aqui na terra? Será que no céu o Evangelho é para os pobres?


Quando alguém morre de fome, de frio, por falta de tratamento de saúde, etc, ela é assassinada. É um crime doloso. Mas, o crime só é um crime quando o criminoso é um pobre! Matar alguém de fome é o crime mais horrendo, infame, desgraçado e demoníaco que podemos cometer. Sei que você poderá dizer que jamais mataria alguém. Todavia eu te pergunto: o que você tem feito para dar vida a essas pessoas? o que sua comunidade cristã tem feito, além de palavras, para dar vida, e não sentença de morte aos miseráveis que nossa sociedade produz?


O Evangelho dos pobres nos dá poderes e autoridade para desenvolvermos missões que vão além das paredes de um congresso, uma missão que penetra nas entranhas de uma pessoa carente, nas suas células e produz vida saudável e vida em abundância presente e futura. Todavia, antes de tratarmos dessas pessoas, precisamos tratar de nós mesmos, dos nossos conceitos de cristianismo, do nosso entendimento de Evangelho,e , principalmente, da nossa compreensão de missões.


Há algumas ações, dentro do cristianismo mundial, que, mesmo que fragmentadas aqui ou acolá, realizam uma missão urbana eficaz no combate a pobreza e ao desenvolvimento humano. Dentre alguns casos cito o do cristão S.K. Baliyarsingh, chefe da AKSS, que desenvolve projetos de alimentação de desenvolvimento humano às crianças da Índia. Em outra parte da Índia podemos citar o trabalho do Sr Thomas Paul Jr , que trabalha no desenvolvimento humano na região de Kottayan. Recentemente recebi um contato do Sr Sohail, que trabalha para o desenvolvimento humano das pessoas na comunidade de Youhanna Abad Colony, no Paquistão. Em um trecho da carta que me enviou ele diz: “meu povo está vivendo abaixo da linha de pobreza, mas estamos dando o melhor para erradicarmos a pobreza”, e em outro trecho: “a grande maioria das nossas crianças não vão à escola por causa da pobreza, o povo não tem água limpa pra beber”.


O Evangelho da salvação nos ensina a desenvolvermos uma missão que produza vida, vida aqui na terra, e vida eterna em Cristo Jesus. Você possui todas as armas necessárias para realizar essa missão: dois braços, duas mãos, e um Manual. Talvez esteja te faltando, enquanto discípulo do pobre Jesus de Nazaré, apenas sair de sua inércia, e começar a produzir vida nas pessoas que estão sedentas e famintas à sua volta, e às voltas da sua igreja. Lembre-se que o pastoreio de Jesus não foi somente aos judeus, mas aos doentes às voltas das sinagogas.


Assim, te desafio, enquanto pastor ou sacerdote de uma comunidade cristã, protestante ou não, enquanto cidadão urbano, enquanto ser humano, a fazer algo, a partir de agora, pelo desenvolvimento humano daqueles que estão às margens da sociedade em que você vive. Faça alguma coisa, mesmo que pequena, mas faça! Mobilize sua igreja, sua comunidade, sua sociedade a lutar para o desenvolvimento humano daqueles “pequeninos” que estão à sua volta. Se você começar a fazer algo, muitas pessoas também farão, e, certamente você terá o maior aliado ao seu lado, o pobre, mas rico Jesus Cristo de Nazaré.


Rev. Pevidor